Conforto animal em condições de pasto, por Artur Chinelato, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste
Artigos Técnicos
Publicado em 12/12/2006 por Artur Chinelato de Camargo, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos-SP

Conforto animal em condições de pasto

Além de técnicas, o conforto de vacas leiteiras exige do produtor sensibilidade e capacidade para enxergar, ouvir, entender e atender às necessidades básicas do rebanho.


Pare diante de uma pastagem, no meio de um dia ensolarado, de muito calor. Nessa pastagem, existem poucas árvores, como resultado de um desmatamento irracional. Os bovinos, independentemente da raça, sejam gado de corte ou de leite, certamente estarão disputando as poucas áreas sombreadas. Com isso, estarão mostrando que se sentem mais confortáveis à sombra e, nesse caso, isso quer dizer que estão se sentindo melhor.


E desse modo, irão transformar esse bem-estar em maior consumo de alimentos, que resultará em aumento da produção de leite, melhora na reprodução e ganho de peso. A magnitude da resposta dependerá do grau de estresse a que estavam submetidos.

Na estação de maior calor, ao longo do ano (período entre outubro e março), a reprodução dos bovinos se torna menos eficiente, e o desânimo do produtor com esse fato é visível. Na vida, todas as coisas apresentam pontos positivos e negativos, e com o Sol, não é diferente. Sob o ponto de vista da vaca leiteira, o calor é um grande inimigo, provocando efeitos negativos sobre seu desempenho, inclusive, comprometendo o estado de saúde dos animais, gerando maior incidência de problemas de casco e mastite. Já sob o ponto de vista das gramíneas forrageiras tropicais, o calor é um grande aliado, permitindo a aceleração na produção vegetal.
Como enfrentar esta contradição? Existem três opções: deixar a atividade leiteira, mudar de região ou aprender a conviver com o fato. Considerando a escolha pela última opção, a partir do momento em que entendermos que o calor não é um inimigo e extrairmos dele o que ele pode oferecer de bom, minimizando seus efeitos prejudiciais aos negócios, teremos aprendido a conviver em harmonia com o ambiente, e o resultado será positivo.

Para que o aproveitamento do Sol seja maximizado pelas plantas, não deve haver fator limitante ao crescimento das mesmas. Assim, água e nutrientes não poderão faltar para os vegetais. Para que o efeito negativo do calor seja reduzido a níveis toleráveis, permitindo a utilização de animais produtivos, será preciso lançar mão de algumas práticas de manejo. No dicionário Aurélio, a palavra manejar significa administrar, dirigir, gerenciar. Na atividade zootécnica, principalmente na bovinocultura leiteira, manejo engloba as práticas, técnicas, estratégias e ações inovadoras junto ao rebanho, que visam melhorar a nutrição, a saúde, o conforto e o bem-estar dos animais, trazendo como conseqüência o aumento na produtividade e a obtenção de lucro.

Mesmo uma vaca estando bem nutrida, livre de enfermidades e com incidência controlada de parasitos, poderá não ocorrer a expressão de todo seu potencial de produção, caso o ambiente não lhe ofereça conforto. Na atividade zootécnica, o conforto se refere não somente ao local de descanso, mas também a todo um conjunto de práticas de manejo que traga bem-estar ao animal. Essas práticas deverão sempre considerar o que é melhor para o animal, independentemente da vontade do ser humano, estabelecendo-se uma rotina, que, aliás, é muito apreciada pelos bovinos, principalmente, os leiteiros.

Comece considerando que o dia do bovino se inicia ao entardecer e suponha a seguinte situação: um rebanho com 30 vacas em lactação (poderiam ser 50, 100 ou 300) e média de estábulo por volta de 12 kg diários (poderia ser 8, 15 ou 20). Supondo que este rebanho esteja estruturado, ou seja, que suas parições estão bem distribuídas ao longo do ano, teremos, dentre as vacas em lactação, metade no início e metade no final da lactação. Considere que o grupo de vacas que estão na fase inicial da lactação tem produção média de 16 kg e que as que fazem parte do grupo na metade final da lactação apresentam produção média de 8. Atenção! Os números pouco importam, sendo apenas exemplificações para tornar o raciocínio a ser desenvolvido mais fácil de ser compreendido.

O melhor para as de maior produção - O pasto está bem formado com uma gramínea forrageira tropical de elevado potencial de produção, adotando-se sistema de pastejo rotacionado com piquetes divididos por cerca elétrica e período de ocupação de um dia em cada piquete. A entrada dos animais no piquete "novo" ou "do dia" ocorre no final da tarde/início da noite. Ao final de um dia de pastejo, o piquete recebe adubação para reposição dos nutrientes retirados do solo e aumento na produção de forragem. Nesta cena, a pergunta a ser feita é a seguinte. É justo que vacas com média de 16 kg diários disputem o mesmo pasto com vacas de 8 kg? É claro que não!

O requerimento nutricional de uma vaca de 16 kg é superior ao de uma de 8 kg. Consultando tabelas de exigências nutricionais resultantes de trabalhos de pesquisa, a necessidade em relação à proteína e energia para a manutenção dos animais (considerado um peso vivo de 500 kg) é igual: exigência de 400 g de proteína bruta (PB) e 4 kg de nutrientes digestíveis totais (NDT), diariamente. No entanto, para a produção de leite, considerando um teor de gordura no leite de 3,5%, serão necessários em torno de 85 g de PB e 0,3 kg de NDT por quilo de leite produzido. Assim, uma vaca que está produzindo 16 kg diários necessitará por volta de 1,8 kg de PB e 8,8 kg de NDT (energia), enquanto uma de 8 kg exigirá algo em torno de 1,1 kg de PB e 6,4 kg de NDT.

Desta diferença, surge o conceito do pastejo de ponta e de repasse, que nada mais é do que premiar as vacas que estão apresentando maior produção de leite, com o melhor pasto e no melhor horário, liberando o piquete "novo" ou "do dia" no final da tarde/início da noite, para que elas consumam o melhor a ser oferecido. Na manhã seguinte, o lote de vacas com menor produção terá acesso a este piquete, alimentando-se do restante. A intenção não é fazer o grupo de repasse passar fome, mas, sim, organizar a colheita da forragem. Ao final do dia, o piquete deverá ter sido consumido uniformemente para, então, ser adubado.

Durante o dia, das 9 h da manhã até por volta das 16 h, as vacas deverão ter livre acesso a um local que deverá estar seco, com piso macio, sombreado, arejado, com bebedouro próximo e de fácil acesso, contendo água de qualidade. A melhor sombra é a oferecida pelas árvores. No entanto, não plante bosques de árvores, mas se eles já existem, não os elimine. Dê preferência por plantar renques, fileiras, ruas, linhas ou carreiras de árvores, da mesma espécie ou não, no sentido norte-sul, para que a sombra "caminhe" ao longo do dia de oeste (período da manhã) para leste (período da tarde), reduzindo a formação de lama.

Enquanto as árvores plantadas estiverem crescendo, devem ser estabelecidas sombras artificiais, podendo a cobertura ser de bambu, folhas de coqueiros, sombrite, telhas ou outro material qualquer. A largura mínima deverá ser de 4 m e a altura mínima de 3,5 m em seu ponto mais baixo. No caso da utilização de coberturas que não sejam o sombrite, deve-se construir a instalação com apenas uma inclinação, de 10% no mínimo, sendo o ponto mais baixo voltado para o oeste.

A escolha das árvores a serem plantadas dependerá do gosto de cada proprietário. No entanto, aqui vão algumas reco-mendações do que deve ser evitado: árvores que em algum período do ano percam suas folhas; árvores cujos troncos, folhas ou frutos possam significar algum tipo de risco para as vacas, novilhas e bezerras; árvores sensíveis à geada; árvores que possuam uma copa muito densa, deixando constantemente úmida a área sombreada; árvores que sejam muito lentas em seu crescimento; árvores que sejam difíceis de serem encontradas e, por conseguinte, suas mudas sejam de valor mais elevado.

Vacas indicam sinais de conforto - Como o uso de pastagens de gramíneas forrageiras tropicais ocorre na época mais quente do ano, quando o calor é intenso, inicie a segunda ordenha após as 18 horas (horário de verão). Os horários de ordenha poderão ser alterados de acordo com a época do ano, buscando minimizar os efeitos negativos do calor. Traga primeiramente o lote de vacas de menor produção (lote B, no exemplo acima), forneça o concentrado (se necessário), e em seguida, inicie a ordenha. Repita o mesmo procedimento para o lote de maior produção (lote A). A intenção é oferecer às vacas em início de lactação um horário de ordenha com temperatura mais amena.

À medida que as vacas vão sendo ordenhadas, libere-as para que tenham acesso ao seu sistema de pastagem. Não deixe que vacas de grupos diferentes se misturem. Acabada a ordenha da tarde, vá aos piquetes de cada lote e confira se está tudo bem. Cercas elétricas isoladas, água nos bebedouros, bóias funcionando e animais pastejando em paz. Ouça o silêncio! Se uma ou duas vacas estiverem mugindo, poderá ser cio, mas se houver um coro de vacas é que algo está errado. Ou não têm forragem suficiente, e elas sabem disso, ou não têm água, ou não puderam ter acesso ao piquete porque o fio da cerca elétrica se desprendeu do isolador e está no meio do corredor, e elas estão com medo de passar; ou outro problema qualquer. Entre em ação!

Após uma hora de pastejo, deverão procurar a água no bebedouro, cada uma a seu tempo, retomando o pastejo em seguida, até a metade da noite, quando deitarão para ruminar e descansar no malhadouro. Caso não interrompam o pastejo para saciar sua sede e reduzir o estresse calórico, é sinal que o bebedouro está distante. Invista em mais pontos de fornecimento de água.

Antes do alvorecer, a movimentação na propriedade anuncia a nova ordenha. Normalmente, as vacas se dirigem sozinhas ao local de ordenha, esperando o momento de retribuir ou não o tratamento recebido. Inicie a ordenha pelo lote de maior produção, possibilitando um intervalo entre ordenhas mais equilibrado. Em seguida, forneça o alimento concentrado de acordo com produção de leite dos animais, enquanto o segundo lote está sendo ordenhado. O importante é que os grupos de vacas cheguem ao recinto de ordenha separadamente e assim sejam mantidos durante o dia todo, tendo cada grupo acesso à sua área de descanso e ao seu sistema de pastejo.

O manejo do rebanho em regime de pastagens rotacionadas exige muita dedicação, paciência e atenção aos detalhes. O tempo e os animais serão os melhores orientadores. Ao amanhecer, uma nova aula sob manejo de pastagens rotacionadas irá começar. A sala de aula é o campo, o quadro negro é o piquete, os professores são os bovinos e os alunos somos nós.
A aula começa no piquete que foi aberto no dia anterior, no final da tarde/início da noite. As vacas do grupo de ponta mostram quanto foi consumido e, ao caminhar pelo piquete, tem-se a noção de quanto pasto sobrou. O dia-a-dia aferirá o olho do produtor. O somatório dessas vivências diárias, com seus erros e acertos, aliado à discussão com um bom técnico que está assessorando, é que fará do produtor um bom manejador de pasto.

Agrupar em lotes facilita manejo - A sobra de forragem no piquete é a garantia de que o lote das melhores vacas não passou fome, sendo necessária a entrada no período diurno, logo após a ordenha da manhã, de um outro grupo de vacas de menor produção para realizar o pastejo de repasse. Se o piquete estiver rapado após a saída do lote de ponta, é sinal de que houve super lotação, ou seja, foram colocadas mais vacas do que este suportava. Nesse caso, será preciso reduzir o número de vacas do melhor lote.

O repasse da forragem ainda existente nos piquetes poderá também ser executado pelas vacas secas (pré-parto), novilhas prenhes, novilhas em crescimento ou gado de corte. Durante a noite, essas categorias, bem como o lote B, poderão ter acesso a sistemas de pastejo rotacionado mais distantes do centro de manejo, com utilização menos acentuada de insumos.
Quantos lotes de vacas em lactação devem existir na propriedade? Esta é uma questão cuja resposta variará de uma propriedade para outra. O pior agrupamento que existe é o único, ou seja, todas as vacas em produção fazem parte de um só lote. Já o ideal é que o lote seja constituído por apenas uma vaca. Entre a pior situação e a ideal, faça o que for possível. Da mesma forma que um rebanho grande pode ser transformado em vários rebanhos pequenos, se torna mais fácil o controle do pastejo e da adubação, possibilitando, inclusive, a introdução de práticas de manejo, antes, complexas e, agora, passíveis de serem utilizadas em áreas menores, como é o caso da irrigação e da adubação pesada.

Nessa situação, o produtor pode optar por adubar intensamente e irrigar somente um dos sistemas de pastejo, recaindo a escolha, obviamente, sobre o sistema mais próximo da ordenha, em que a facilidade de captação de água, a presença constante do produtor, a existência de esterco e a qualidade das vacas que o irão consumir viabilizariam economicamente tais técnicas. Deve-se lembrar que a irrigação tem por objetivo a eliminação dos efeitos negativos de um veranico, a antecipação do início do pastejo (a partir de agosto) e a postergação de seu final (abril/maio). A desvantagem dessa proposta é o aumento no número de piquetes, sem, contudo, aumentar a área a ser trabalhada.

Dirija-se ao local onde estão as vacas do grupo de ponta, de preferência, paradas à sombra de uma frondosa árvore com um bebedouro de água limpa por perto. Algumas estarão em pé, outras, deitadas, ruminando ou sem fazer nada. Pare, fique em silêncio e escute-as. 'Troque idéias' com suas vacas. Pergunte (em voz baixa, para que sua família ou seus empregados não pensem que você enlouqueceu de vez) como passaram a noite, se gostaram do pasto, se faltou água, se têm alguma sugestão ou crítica a fazer. Dedique ao menos uns 15 minutos diários para esta conversa e você descobrirá coisas que nem imaginava.

Como forma de comunicação, as vacas podem utilizar a produção de leite (daí a importância do controle leiteiro), a reprodução (cios - ausência, presença ou repetição, coberturas, reabsorções embrionárias, abortos, natimortos, partos), o estado de saúde (condição corporal, cascos, mastite), a presença ou não de parasitos externos, o ganho de peso, as atitudes (mugir, caminhar, arrebentar a cerca elétrica, disputar sombra, água ou comida) e comportamentos específicos (curiosidade, vivacidade, apatia, medo, agressividade).
 
O ajuste da dieta deve ser gradativo - Com a chegada da estação caracterizada pelo frio na região sul e pela seca no centro do País, época em que as pastagens de gramíneas forrageiras tropicais desaceleram o ritmo de crescimento, reduzindo sua produção, o produtor assume a responsabilidade de fornecer a dieta dos animais no cocho. A cana-de-açúcar e as silagens são as principais alternativas utilizadas. Como houve alteração do volumoso, poderão ocorrer problemas de adaptação ao novo cardápio. Nesse caso, algumas medidas poderão ser tomadas para que essa transição seja o menos traumática possível.
São elas:
- fazer uma adaptação gradativa à nova dieta composta por cana-de-açúcar ou silagens. Dá trabalho, por volta de 10 dias, mas os resultados são compensadores. Lembre-se de que a vaca é um animal que aprecia muito a rotina. Qualquer mudança no seu dia-a-dia é fonte de estresse e mal-estar;
- afiar constantemente as facas das máquinas picadoras de forragens, buscando no material picado tamanhos de partícula não superiores a 1 cm;
- dar preferência ao corte manual da cana-de-açúcar, que, apesar de mais trabalhoso, permite o despalhamento. A palhada cobrirá o solo, mantendo-o com mais umidade, e o canavial ficará livre da infestação por plantas indesejáveis, ambos beneficiando a rebrota. Em relação aos animais, a despalha promoverá uma melhora no consumo do material picado;
- lembrar que a cana-de-açúcar deverá ser corrigida em seu teor de proteínas e minerais. Essa correção poderá ser feita com a mistura de alimentos concentrados protéicos, uréia e minerais.
- limpar bem o cocho antes de colocar o novo trato. O odor de silagem passada ou apodrecida reduz a ingestão do alimento.

Caso seja feita apenas uma refeição (cana-de-açúcar ou silagem), deve-se fornecê-la no final da tarde. Se for em dois períodos, concentrar a maior proporção também no final da tarde. Tal estratégia é especialmente importante na região central do Brasil, visto que mesmo no período de inverno são registrados vários dias com temperaturas elevadas (acima de 25ºC). O animal, quando se alimenta, gera calor, de imediato. Caso a temperatura ambiente esteja próxima da temperatura do animal, ele entrará em estresse térmico devido à ineficiente dispersão do calor.
O estresse térmico provoca redução no consumo de alimentos e, conseqüentemente, queda na produção de leite. Na tentativa de recuperar o nível de produção, a estratégia mais usada pelos criadores é o aumento da quantidade de alimentos concentrados na dieta. As conseqüências dessa medida podem ser analisadas sob dois aspectos: econômico e zootécnico. No primeiro, haverá um aumento no custo de produção, reduzindo a margem de lucro ou ampliando o prejuízo. No segundo, o aumento do uso de alimentos concentrados pode levar o animal a apresentar distúrbios metabólicos leves, como a queda no teor de gordura do leite ou graves como acidose, laminite e deslocamento de abomaso.

Se a alimentação for oferecida no final da tarde/início da noite, o incremento calórico será "roubado" pelo ambiente, durante a noite. No caso do fornecimento de cana-de-açúcar, outro benefício do alimento chegar picado no início da noite é a redução dos problemas com infestação por abelhas no cocho. Além disso, a ruminação, também geradora de calor, acabará ocorrendo na madrugada, permitindo a dispersão dessa energia.

Dicas de conforto

A área de sombra por animal dependerá do relevo do terreno: quanto mais plano, maior a área por cabeça. O espaço mínimo deverá ser de 10 m2/animal adulto, salientando-se que quanto mais área for destinada à sombra, menores serão os riscos de acidentes e infecções (mastite ambiental) no úbere e nas patas, e menor a formação de barro. Como outras práticas de manejo visando oferecer maior conforto e bem-estar aos animais, podem ser citadas ainda:
- adotar rodízio entre as áreas de sombra, utilizando a cerca elétrica como ferramenta para organizar a ocupação das mesmas;
- disponibilizar bebedouro que ofereça água de qualidade e em quantidade suficiente a todos os animais. Não é necessário ter um grande bebedouro, mas, sim, um que apresente fluxo contínuo de água e uma vazão que o mantenha sempre repleto;
- evitar aguadas em açudes, ribeirões e córregos, que, apesar de atenderem ao quesito quantidade, não oferecem água de qualidade;
- evitar a lida com os animais (vacinação, pesagem, inseminação, controle de parasitos, ordenha etc.) no período compreendido entre as 10 e 16 horas, pois o calor poderá provocar estresse. Não os incomode durante o dia.
- preparar a mão-de-obra para lidar com rebanhos leiteiros, principalmente as vacas que, em sua maioria, são animais dóceis, lerdos e sedentários, precisando ser tratadas com paciência, atenção, carinho e higiene;
- nunca tocar os animais a cavalo;
- lembrar que as vacas leiteiras são animais que apreciam a rotina e, assim sendo, toda mudança no manejo e na alimentação deve ser feita de forma lenta e gradual. Alterações abruptas e radicais levam a resultados desastrosos quanto à produção de leite;
- o acesso à água e às áreas de sombra e pastos deverá ser planejado, visando reduzir distâncias, facilitar o deslocamento e reduzir a formação de barro;
- durante a fase de estabelecimento ou recuperação dos corredores, deve-se lembrar de não utilizar cascalhos, pedras e, principalmente, entulhos de construção. Estes materiais são inimigos dos cascos dos bovinos. Os corredores devem ser largos (no mínimo, com 4 m, lembrando que quanto mais largo, menor será a formação de lama) e abaulados. Uma prática utilizada com sucesso nos corredores de passagem dos animais é a compactação da terra misturada ao calcário e à água (apenas para umedecer). Anualmente, no período seco, os corredores devem passar por manutenção. Um corredor bem dimensionado é aquele que, por estar num nível superior ao terreno e ter um sistema de escoamento eficiente, não acumula água;
- promover limpezas constantes dos locais por onde o gado transita, como malhadouros, aguadas, corredores, pastos, estábulo, buscando reduzir os riscos de acidentes;
Por fim, deve-se repetir constantemente: "Este ambiente está agradável para mim? E para as minhas vacas? O que eu posso fazer para melhorá-lo?"

Artigo publicado na revista Balde Branco em novembro de 2006. Conheça e assine Balde Branco!


:: Comentários ::

alisson castro de freitas -
Estudante

Como faço para fazer um programa de irrigação em minha fazenda?
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