ReHAgro é destaque da revista Encontro Rural ! Leia aqui a reportagem na íntegra e conheça um pouco mais sobre o ReHAgro.
ReHAgro News
Publicado em 24/01/2007 por Daniele Hostalácio, Revista Encontro Rural

Reportagem publicada na Revista Encontro Rural, novembro 2006

Raio X ReHAgro

MODELOS DE ATUAÇÃO:
:: Projetos, execução e gestão de fazendas
:: Ensino presencial
:: Site e Educação à distância

ÁREAS DE ATUAÇÃO:
:: Pecuária de leite (confinamento e pasto)
:: Pecuária de corte
:: Agricultura de grãos (ênfase em plantio direto)
:: Cafeicultura
:: Planejamento e gestão técnica e financeira dos sistemas
:: Formação de pessoas e equipes

CURSOS DE APERFEIÇOAMENTO E CAPACITAÇÃO:
:: Gerenciamento de empresas rurais
:: Gestão da pecuária de leite
:: Gestão da pecuária de corte
:: Plantio direto
:: Cultura do milho
:: Iniciação prática ao plantio direto
:: Alimentos e alimentação
:: Reprodução (leite e corte)

CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO:
:: Pecuária leiteira
:: MBA gestão do agronegócio
:: Pecuária de corte
:: Plantio direto

REHAGRO EM NÚMEROS
:: O ReHAgro dá assistência técnica a 45 fazendas localizadas em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pará e Rio Grande do Norte.
:: Na pecuária de leite (confinamento e pasto) e pecuária de corte, a empresa assiste 41 mil hectares de pasto.
:: Na agricultura, entre as culturas anuais de sequeiro e irrigado, são 7 mil hectares sob a assistência técnica da Rehagro; 1.200 hectares de culturas perenes; e semiperenes (café e cana) 1.200 hectares.
:: Mais de 3 mil pessoas já participaram dos Dias de Campo promovidos pela empresa.
:: O curso "Gerenciamento de Empresas Rurais" já capacitou mais de 500 gerentes e empreendedores rurais.
:: Pelos cursos do Rehagro já foram treinadas cerca de 2 mil pessoas
:: A empresa possui uma equipe de 52 pessoas, entre elas 29 consultores – engenheiros agrônomos, veterinários e administradores, 18 deles com doutorado, mestrado ou especialização.
:: Foram tantos os inscritos para disputar uma das vagas de estagiário do ReHAgro que, este ano, pela primeira vez, foi necessário se fazer um "vestibular", do qual participaram 130 estudantes.
:: A empresa se faz presente, com seus cursos, em 13 estados: Rio Grande do Sul; Santa Catarina; Paraná; São Paulo; Minas Gerais; Goiás; Tocantins; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Pará; Pernambuco; Bahia; e Rio Grande do Norte.


"O campo não tem recebido apenas sementes. Há gente semeando outro tipo de produto pelas terras brasileiras, disseminando conhecimento e otimismo no meio rural, com uma missão nobre e ambiciosa: contribuir para a formação de pessoas capazes de trabalhar em prol do crescimento pessoal e coletivo e do desenvolvimento sustentável do agronegócio. Os semeadores dessas idéias têm nome: os irmãos Clóvis e Fábio Corrêa, que acalentavam o sonho e encontraram na figura do sócio e banqueiro Flávio Guarani o terceiro elemento que os ajudou a dar realidade ao projeto. Sob as asas desses sonhadores, nasceu o Rehagro – Recursos Humanos no Agronegócio – empresa de ensino e consultoria agropecuária que está deixando sua marca em propriedades rurais de Norte a Sul do país, através de serviços de assistência técnica e, principalmente, de cursos de capacitação, aperfeiçoamento e pós-graduação. Capital humano é o foco de trabalho deles. O desafio, grande.

Ensinar adultos é um processo mais delicado que ensinar as crianças, tábulas-rasas abertas a todas as informações. "Quando levamos um conhecimento novo para um adulto, muitas vezes aquelas idéias irão entrar em conflito com as 'verdades' que aquela pessoa já possui", observa Clóvis, que se formou em veterinária pela UFMG, em 1994, fez mestrado na mesma escola e doutorado na Universidade Federal de Lavras (UFLA), onde começou a dar aulas e se encontrou. "Eu me apaixonei pela atividade de ensinar. E daí nasceu o sonho de ter uma empresa de ensino", relata.

O irmão dele, Fábio, concluiu o curso de engenharia agrônomica na UFLA em 1996. Para ambos, Lavras não era apenas a cidade que abrigava a universidade. Os irmãos nasceram ali, filhos de um economista, que era também fazendeiro. A dupla morou no Brasil inteiro, pois o pai, bancário, estava sempre mudando de cidade. Mas o vínculo com Lavras nunca se perdeu, pois ali estava a propriedade rural da família, dedicada à produção de leite. Segundo os irmãos, eles sempre quiseram trabalhar juntos, desde crianças. "Nós jamais imaginamos praticar uma atividade separadamente", reitera Clóvis.

A entrada do banqueiro Flávio Guarani na história aconteceu pelas mãos daquele que é considerado o mentor dos irmãos, o veterinário Fernando Urbano. "Foi ele quem concebeu o projeto da Fazenda São João, a True Type, do Dr. Flávio", diz Clóvis. Depois de formado, Fábio foi atuar como assistente de Urbano na propriedade, localizada em Inhaúma.

"Estava fazendo parte do meu doutorado nos Estados Unidos, enquanto o Fábio vivia aqui, com a agenda lotada, viajando 6 mil quilômetros por mês. Quando cheguei, fui convidado para dar consultoria na São João", lembra Clóvis. A True Type estava a apenas seis meses de iniciar a produção de leite. Clóvis entrou no projeto timidamente: visitas quinzenais à propriedade, depois semanais e aos poucos, a fazenda foi absorvendo o veterinário, que passou a ir à propriedade três vezes por semana até ser convidado para trabalhar exclusivamente na São João. Para poder se dedicar à fazenda com exclusividade, abrindo mão dos demais clientes que tinha, Clóvis recebeu proposta irrecusável de Flávio Guarani e de Fernando Urbano: em troca da exclusividade, eles dariam realidade ao projeto dos irmãos de montar a empresa de ensino.

"Apostei na idéia por alguns motivos, mas o mais importante é que senti o caráter das pessoas envolvidas nele: pessoas sérias, trabalhadoras, competentes, de ótimas famílias", conta Flávio Guarani.


Fábio Corrêa, Guilherme Guarani, Huguette Guarani, Flávio Guarani e Clóvis Corrêa

A empresa foi divulgada em setembro de 2002, durante um Dia de Campo na São João, para um público de aproximadamente 1.200 pessoas. No início de 2003, a empresa começava os seus primeiros passos, formada inicialmente pela sociedade de Clóvis, Fábio, Flávio Guarani e Fernando Urbano, que mais adiante resolveu dedicar-se a projetos pessoais e deixar a empresa por conta dos irmãos Corrêa. A Fazenda São João acabou sendo um grande e rico laboratório. Em pouco mais de um ano, a propriedade já estava a pleno vapor, produzindo 34 mil litros de leite. "Ali, vivenciamos que o grande desafio eram os recursos humanos", avalia Fábio.

Vista da ordenha da Fazenda São João

Inicialmente, a "Fazenda São João" seria o único cliente e as aulas para os alunos seriam baseadas no modelo de produção adotado na propriedade. "Mas, rapidamente, percebemos que os alunos precisavam de modelos de produção variados e assim começamos a dar assistência a outros clientes", conta Clóvis. O pecuarista Pedro Nunes, produtor de leite em Itaúna, foi quem inaugurou o segundo modelo do Rehagro: o de consultorias. "Atravessava um período difícil, pensava em desistir da atividade agropecuária. Junto com o Clóvis, montamos um projeto, uma estratégia para a minha propriedade e, hoje, os resultados nos surpreendem: a meta eram 2 mil litros de leite por dia; hoje, produzo 3 mil e iremos, agora, chegar a 6 mil litros diários.", afirma Pedro. O início foi árduo. Mas o apoio de Flávio Guarani foi decisivo.


Dr. Pedro Nunes, produtor de leite

"Éramos aprendizes de empresários. Ele nos trouxe uma grande bagagem corporativa, empresarial", destaca Fábio. Aos poucos, a equipe foi formada e hoje constitui uma grande família, com 52 pessoas. O grupo de consultores, considerado de primeiro nível, é composto por 29 profissionais. "É um time de gente. Avaliamos muito o lado humano antes de contratar alguém", reitera. Esse aspecto fica claro para quem trabalha com eles.


Parte da Equipe ReHAgro


Equipe ReHAgro em dia de treinamento interno

"Um grande diferencial da equipe é a ética. Eles zelam pelo bom andamento de tudo, acreditam na atividade que desenvolvem e levam essa filosofia a todos. Quem é cliente deles está sempre motivado a andar pra frente", observa o pecuarista Maurício Silveira Coelho, proprietário da Fazenda Santa Luzia, localizada em Passos.

Nessa trajetória ainda curta, mas notadamente de sucesso, o ReHAgro tem estabelecido algumas sólidas parcerias. Em 2004, uniu-se à Newton Paiva para a realização de cursos de pós-graduação. Outro parceiro importante tem sido a central de sêmen Alta Genetics. "Na minha visão, o maior problema que existe hoje na pecuária brasileira é a gestão. Quando sentimos que algum dos nossos clientes precisa de apoio nessa área, nós sempre recomendamos o ReHAgro, pois temos preocupação com a sustentabilidade dos produtores", observa Heverardo Rezende Carvalho, diretor da Alta Genectis no Brasil.

Há também aqueles clientes que se tornam um pouco conselheiros também. Modesto Araújo, empresário proprietário das Drogarias Araújo e hoje o maior produtor de feno do país, é um deles. Segundo Clóvis, Modesto tem uma relação quase paternal com a Rehagro. "Eu diria que quem contrata a Rehagro passa a ter dois momentos no negócio rural: um antes e um depois. Antes, de tristeza, no qual quando empatava o que havia investido na atividade levantava a mão pro céu e agradecia; e outro, depois do Rehagro, no qual a pessoa passa a ter o prazer de ter a atividade rentável", declara Modesto, que é cliente da empresa em duas propriedades: a Santa Helena, dedicada ao feno, e a Primavera, voltada para a pecuária de corte.


Modesto Araújo

Ser um divisor de águas para uma propriedade rural, como destaca Modesto, é algo que faz parte da visão de futuro da empresa. E é como a Rehagro já começa a ser reconhecida no mercado. Os saltos de crescimento expressivos a cada ano fazem com que eles tenham uma certeza. "O ReHAgro se tornou maior do que nós", destaca Clóvis. A projeção de crescimento para a empresa, em 2006, é de 78% em relação ao ano passado.

As explicações para isso os sócios encontram no próprio mercado. Uma demanda gigantesca por formação de pessoas, em todos os níveis. Dos proprietários – que precisam de conhecimento sobre gestão, controle de custos, assumindo a noção de fazendas como empresas rurais –, aos técnicos, aos trabalhadores braçais e aos profissionais formados, que muitas vezes recebem nas universidades um conhecimento distanciado da prática. O segredo do sucesso estaria em algo simples. "A proposta do Rehagro foi de utilizar a realidade de fazendas produtivas, reais, para as quais damos assistência técnica, como recurso didático para treinar pessoas em diversos níveis. Queremos atuar como modificadores de sistemas de produção", resume Clóvis.

O escritório do empreendimento, até então em Inhaúma, foi transferido para Belo Horizonte. "Nascemos em Inhaúma, mas hoje estamos presentes no Brasil todo, pois descobrimos que somos nós quem deve ir até os alunos. Então lançamos o conceito de Rehagro itinerante", resumem os irmãos. Na consultoria, o trabalho desenvolvido pela empresa começa do zero, desde o planejamento de projetos – o que inclui até mesmo o apoio na escolha de comprar uma propriedade rural e na definição de qual a atividade mais adequada para as terras –, à execução, assistência técnica e gestão dos empreendimentos. Tudo, sempre, sem perder de vista o foco nas pessoas. O perfil dos clientes é vasto, espelhando a realidade do campo: de pequenos agricultores a grandes produtores; dos seus cursos, participam desde trabalhadores rurais, como casqueadores, até proprietários de sofisticadas fazendas. E vôos mais altos são vislumbrados no horizonte da empresa, que já foi sondada para atuar na Espanha, no Senegal, na Colômbia e em um projeto compreendendo a América Latina. A atuação internacional é, reconhecem os sócios, apenas uma questão de tempo.

Os fundadores do ReHAgro têm consciência do pioneirismo do trabalho que vêm desenvolvendo. "Ninguém faz o que a gente se propõe: consolidar as metodologias nas fazendas reais, produtivas, sustentáveis, e levar esse conhecimento para a sala de aula. Nossos cursos têm grande aplicabilidade, são conhecimentos já testados e validados", resume Clóvis. A concepção que os irmãos têm da atividade deles é louvável. Por isso, eles não têm medo de repassar aos alunos tudo o que sabem, pois é esse mesmo o negócio deles: transferir tecnologia, ensinar. E conhecimento nunca acaba, sempre são geradas novas ferramentas. A fonte é inesgotável. Recentemente, a empresa decidiu ampliar sua área de atuação – até então focada na pecuária de leite, na agricultura, e na pecuária de corte – para a cafeicultura. "Hoje, somos parceiros da Rehagro no desenvolvimento de um modelo de gestão para fazendas de café", revela Henrique Dias Cambraia, cafeicultor do Sul de Minas.


Henrique Cambraia

Controle de custos é outro ponto bastante valorizado dentro dos conceitos que os consultores repassam a quem gerencia uma propriedade rural. "Damos grande atenção à questão econômica, dentro da concepção de tornar o negócio sustentável", resume Clóvis. Essa visão da viabilidade do negócio é algo que está no centro das preocupações da equipe Rehagro. "Muitas vezes, no agronegócio, sabemos o que queremos, mas não sabemos como chegar lá. Quando a Rehagro surgiu na minha fazenda, foi a partir de uma decisão minha de parar com a atividade de produtor de leite. Mas eles me mostraram que o meu negócio era viável, sim", declara o produtor de leite Horácio Dias, das Fazendas HD Reunidas. Para o futuro, a idéia dos sócios não é transformar a Rehagro numa grande empresa de consultoria.


Horácio Dias

"Isso conflita com nossa missão. Queremos é ensinar os técnicos, sermos parceiros deles, para que possam realizar o trabalho de dar assistência às fazendas", explica Clóvis. Por isso, ele avisa que a empresa está desenvolvendo uma ferramenta que será estratégica para o ex-aluno. "Estamos caminhando para outro patamar de trabalho: sermos uma espécie de consultoria da consultoria", indica. O braço on-line da empresa também está se fortalecendo. Além de um portal, eles desenvolveram uma ferramenta de ensino à distância – para dar apoio ao aluno presencial e para chegar até um universo maior de pessoas. Cursos a distância, gratuitos, estão sendo oferecidos pelo portal – hoje mais de 1.000 pessoas participam desses programas.

Tudo isso entusiasma os sócios. "Hoje, o ReHAgro é minha menina-dos-olhos", avisa Flávio Guarani. "A empresa tem ambição de ser grande. Mas, o resultado final, o lucro, vem como conseqüência da dedicação, do amor com que as pessoas trabalham nela", declara. E acrescenta: "Somos hoje uma empresa aberta. Admitimos novos sócios, consultores da própria empresa." Em janeiro deste ano, por exemplo, dez consultores da equipe foram convidados para serem sócios de Clóvis, Fábio e Flávio Guarani e, agora, também integram a sociedade. "O que queremos, no futuro, é que o ReHAgro seja de todo mundo. Nossa idéia é termos, cada um de nós três, cada vez menos participação societária em uma empresa cada vez maior", declara Clóvis. Um futuro que está sendo desenhado a várias mãos, e que já desponta como realidade."


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:: Comentários ::

RUI SERGIO CARDOSO - 27/09/2009 12:41
Estudante

COM CERTEZA UM DOS MELHORES EXEMPLOS DE DEDICAÇÃO E ORGANIZAÇÃO JÁ OBSERVADOS POR MIM, VI NESTE ARTIGO, UM OTIMO EXEMPLO DE COMO SE DEVE GERIR UMA EMPRESA DE PRODUÇÃO DE LEITE. PARABENS AO SR. FLAVIO GUARANI E SRA, QUE ALEM DE UM BELO EXEMPLO DE VITORIA, NOS PASSA A FELICIDADE DE UM CASAL QUE JUNTOS CONSEGUIRAM A VITORIA POR UM IDEAL.
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