"A importância de um bom ambiente de trabalho", por Carlos Alberto Carvalho, gerente da Fazenda São João
Ponto de Vista
Publicado em 12/02/2007 por Carlos Alberto Carvalho, gerente da Fazenda São João

A importância de um bom ambiente de trabalho

Talvez o maior desafio dentro de uma empresa seja a abertura às mudanças. Muitos se perguntam: “Por que aqui as coisas não funcionam?”

O que você já fez para conseguir uma equipe motivada e comprometida? Pagamento diferenciado? Liderança participativa? Caixa de sugestões? Bonificação por resultados? E os resultados obtidos, variados, decepcionantes, de curta duração?
E por que os mesmos artifícios têm resultados diferentes em outras empresas? Quais serão os motivos?
Muitas vezes demoramos a entender que o que queremos não é algo que se consegue com meia dúzia de atitudes em alguns dias de execução, mas é resultado de inúmeras ações em conjunto, praticadas em um longo tempo, cujo objetivo principal é a busca da credibilidade, que depois de conquistada requer um esforço ecúleo para ser mantida.

Para se ter a sonhada equipe, precisamos refletir o que realmente estamos dispostos a fazer para tê-la. Quase sempre o que temos que fazer deve passar pelas mudanças que, se a primeira vista parecem simples, sua prática requer persistência e determinação. Temos então três pontos a serem trabalhados: líder, ambiente e liderados. Nesse artigo focaremos no segundo ponto, o ambiente de trabalho. Ele é a base para que líder e liderados consigam atingir seus objetivos em comum: o sucesso da empresa.

Podemos dizer que o ambiente é o canteiro onde irão germinar as sementes da boa convivência, onde proliferarão boas idéias e crescimento mútuo acontecerá naturalmente.

Podemos classificar os ambientes de trabalho em três realidades: negativo, inerte e altamente positivo. O ambiente negativo não é preciso muita descrição, é só lembrarmos da grande maioria dos ambientes que conhecemos, pessoas eternamente insatisfeitas, primeiro assunto em pauta nos corredores, refeitórios, e rodas de conversas; a vida alheia, o insucesso do colega, o quanto o chefe é bajulador da empresa, ou seja, a famosa e indispensável fofoca. Tudo é comentado com pessimismo e negativismo, há prazer em dizer que não vai dar certo, que deu errado, que fulano se deu mal, e o foco é sempre nos pontos negativos da empresa e das pessoas que a dirigem ou mesmo que participam dela. Assumir algo que não seja sua obrigação, nem pensar!

O ambiente inerte é aquele do tanto faz, não importa se as coisas estão caminhando para melhor ou para pior, não faz diferença, não me atinge, não tenho nada com isso, a ordem é não faça nada que não tenha que fazer. Portanto faça o mínimo, falar mal das pessoas só se for com muita descrição e sigilo. Reconhecer e parabenizar o que está correto ou positivo é quase proibido.

No ambiente altamente positivo as pessoas tem prazer de se relacionarem, não se julga sem se ter todos os fatos em mãos. Não há inferência, checa-se antes de se deduzir, o importante não é quem está certo mas sim o que está certo, se faz questão de entender as pessoas e suas intenções, o objetivo principal é o bem comum, e o melhor para a empresa mesmo que haja maior sacrifício. Ser voluntário é um valor notado facilmente. Neste ambiente não é necessário “tomar conta” das pessoas, o interesse em acertar é maior do que a intenção de burlar, por que a vontade de fazer cada vez melhor se transformou num desafio próprio e deixou de ser apenas mais uma tarefa.

Na empresa que tem como meta o ambiente positivo, ou já o tem, o papel do líder também se diferencia. Ele deixa de ser o fiscal da produtividade e passa a ser o agente de busca a novos horizontes e novas oportunidades. Seu tempo que era limitante devido à necessidade de acompanhar tudo e todos de perto, passa a ser maior e ele pode se dedicar a gestão.

O principal responsável por criar o ambiente positivo é o líder, e mesmo se comportando de maneira totalmente contrária no ambiente quando o que se opera são os outros dois modelos, todos aprovam um ambiente positivo quando passam a fazer parte dele. A grande dificuldade é o início, os conflitos são inevitáveis e defensivas são constantes. Quando há necessidade de transparência para mostrar comportamentos indesejáveis, todos se sentem ofendidos. Temos que ser enérgicos para extinguir a fofoca, pois ela corrompe o ambiente saudável e positivo.

A prática diária dos valores estabelecidos pela empresa são precursores do ambiente ideal. A verdade, transparência, honestidade, respeito e confiança entre outros, precisam ser levados a termo. Toda circunstância que coloque em risco estes valores tem que ser apurada, colocar os envolvidos frente a frente, buscar resolver a questão. Na conquista do ambiente ideal uma regra deve ser básica para o líder: não querer saber nada que não possa ser checado e apurado, e toda omissão deve ser punida com o desligamento do funcionário omisso.



 

:: Comentários ::

tiete-pinheiro@hotmail.com -
Consultor Técnico

Olá! Tudo bem com vc? O seu artigo esta ótimo, pois estou fazendo um trabalho sobre o desafio de um bom ambiente de trabalho.
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Elenice pereira - 17/09/2009 09:28
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Adorei seu comentário sobre este artigo. Parabéns
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