Novos Avanços em Protocolos Reprodutivos para fêmeas de corte, por Pietro S. Baruselli, Departamento de Reprodução Animal, FMVZ-USP
Artigos Técnicos
Publicado em 13/06/2007 por Pietro S. Baruselli, Departamento de Reprodução Animal, FMVZ-USP

NOVOS AVANÇOS EM PROTOCOLOS REPRODUTIVOS PARA FÊMEAS DE CORTE

1 Departamento de Reprodução Animal, FMVZ-USP, Rua Prof. Orlando Marques de Paiva, 87, CEP 05508-000, São Paulo-SP, Brasil. (e-mail: barusell@usp.br)

Texto extraído do XXVIII Encontro de Médicos Veterinários e Zootecnistas dos Vales do Mucuri, Jequitinhonha e Rio Doce

INTRODUÇÃO

O melhoramento genético em rebanhos bovinos, baseado na seleção de indivíduos com maior desenvolvimento ponderal, rendimento de carcaça, produção leiteira, maior capacidade de conversão alimentar e precocidade possibilita o aumento da produtividade de carne e leite. Assim, a eficiente multiplicação de animais superiores proporciona maior retorno econômico da atividade. No entanto, a multiplicação e distribuição desse material genético só é possível com adequado manejo e sem comprometimento da eficiência reprodutiva do rebanho.

VANTAGENS DA IA

A utilização da IA apresenta inúmeras vantagens como a padronização do rebanho, o controle de doenças sexualmente transmissíveis, a ordenação do trabalho na fazenda, a diminuição do custo de reposição de touros, etc. Mas a principal vantagem dessa técnica está diretamente ligada ao processo de melhoramento genético e à obtenção de animais com maior potencial de produção e reprodução. Na atualidade existem diversos programas de melhoramento genético, tanto em Bos indicus quanto em Bos taurus, que possibilitam identificar com elevada acurácia indivíduos superiores para utilização em larga escala em programas de IA. Outra vantagem da IA é a melhoria decorrente do cruzamento entre raças (Perotto et al., 1996; Cubbas et al., 1996) que, no Brasil, geralmente consiste na utilização de sêmen de touros europeus provados em vacas zebuínas de rebanho comercial. A IA é uma das poucas ferramentas disponíveis ao criador de países tropicais para obter, com sucesso, os ganhos do cruzamento entre Bos taurus e Bos indicus. No entanto, falhas na detecção de cio, anestro pós-parto e puberdade tardia são os principais fatores que limitam o emprego desta biotecnologia.

DETECÇÃO DE CIO: O GRANDE PROBLEMA DA IA

Em todo o mundo há relatos que indicam baixa taxa de serviço em bovinos inseminados artificialmente, principalmente em decorrência de comprometimentos na detecção do cio. Quando poucas vacas são detectadas em cio ocorrem significativas perdas na eficiência reprodutiva do rebanho, e comprometimento do programa de IA. Nos EUA estima-se uma perda anual de mais de 300 milhões de dólares na indústria de leite por falhas na detecção ou pela detecção inadequada do cio (Senger, 1994).
Esse comprometimento é ainda maior em rebanhos Bos indicus, cujo comportamento reprodutivo apresenta particularidades - cio de curta duração com elevado percentual de manifestação durante o período da noite (Galina et al., 1996; Pinheiro et al., 1998). Essa característica foi recentemente confirmada com o sistema de radiotelemetria (metodologia altamente eficaz e precisa para estudar o comportamento reprodutivo) em vacas Nelore, Angus e Nelore x Angus criadas a pasto nas mesmas condições de manejo, em investigação realizada no Departamento de Reprodução Animal da USP, em Pirassununga (Mizuta, 2003). Os resultados presentes na Tabela 1 são indicativos de que o cio das vacas Nelore (Bos indicus) e Nelore x Angus tem cerca de 4 horas a menos de duração que o cio das vacas Angus (Bos taurus).

Tabela 1. Características do estro avaliadas por radiotelemetria e intervalos estro-ovulação em vacas Nelore (Bos indicus), Angus (Bos taurus) e Nelore x Angus (Bos indicus x Bos taurus).
Características Grupos Genéticos Ainda, em outro estudo para avaliar o momento de ocorrência do cio ao longo do dia, o grupo de pesquisa da UNESP de Botucatu (Tabela 2) verificou que 53,8% dos cios começam durante a noite, e que 30,7% começam e terminam durante a noite.

Tabela 2. Porcentagem de vacas Nelore que começaram (C), terminaram (T), ou que começaram e terminaram o estro durante o dia ou à noite.



Como o Brasil possui cerca de 73 milhões de fêmeas bovinas em reprodução (Anualpec 2004), com prevalência de aproximadamente 80% de sangue zebu (Bos indicus), criadas, na sua grande maioria, a pasto, ocorrem significativos comprometimentos na taxa de detecção de cio e na eficiência dos programas de inseminação artificial.

USO DE PROSTAGLANDINA F2a

A prostaglandina F2a é o fármaco mais utilizado para sincronização do cio em vacas (Odde, 1990). No entanto, o estro após o tratamento é distribuído ao longo de seis dias e é influenciado, não apenas pela responsividade do corpo lúteo, mas também pelo estágio de desenvolvimento do folículo dominante (Kastelic e Ginther, 1991). Moreno et al. (1986) avaliaram previamente vacas Bos indicus para detectar a presença de CL e as trataram com PGF2a. Observou-se 80 a 100% de luteólise, no entanto apenas 47 a 60% foram detectadas em estro após o tratamento. A alta variabilidade de respostas ao tratamento com PGF2a e o fato de animais criados a pasto em condições tropicais apresentarem alta incidência de anestro (ausência de corpo lúteo) tem comprometido a eficiência desse tratamento. Assim, torna-se necessário o emprego de métodos que sincronizem o desenvolvimento luteínico e folicular para controlar o crescimento dos folículos e a ovulação, permitindo o emprego da IA em tempo fixo sem a necessidade de detecção de cio.

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM TEMPO FIXO (IATF) SEM DETECÇÃO DE CIO

Os protocolos de IATF preconizam induzir a emergência de uma nova onda de crescimento folicular sincronizada, controlar a duração do crescimento folicular até o estágio pré-ovulatorio, sincronizar a inserção e a retirada da fonte de progesterona exógena (dispositivo) e endógena (prostaglandina F2a) e induzir a ovulação sincronizada em todos os animais simultaneamente.

COMPARAÇÃO ENTRE PROGRAMAS DE IATF E DE IA CONVENCIONAL
A inseminação artificial em tempo fixo possibilita que as inseminações e as prenhezes se estabeleçam no início da EM, diminuindo o período de serviço e aumentando a eficiência reprodutiva do rebanho. Estudos realizados com vacas Brangus, com bezerros ao pé nos primeiros 45 dias de estação de monta, indicaram aumento significativo da taxa de prenhez em animais inseminados em tempo fixo quando comparados a animais submetidos à detecção de cio e a IA convencional (detecção de estro 2 vezes ao dia e IA 12 horas após; Gráfico 1).
 


Gráfico 1 - Percentagem de vacas prenhes inseminadas após observação de cio (IA convencional) ou após programa de IATF no primeiro dia da estação de monta (EM) associado a IA convencional em 45 dias de estação de monta. (Adaptado de Baruselli et al., 2002)

Após 45 dias todos os animais foram colocados com touros. A IATF reduziu em 39,3 dias o período de serviço em relação à inseminação convencional, antecipando o parto e beneficiando a estação de monta subsequente.

SINCRONIZAÇÃO DA OVULAÇÃO PARA IATF COM PROGESTERONA, PROGESTÁGENO E PELO PROTOCOLO “OVSYNCH”

Os resultados de um estudo realizado por nossa equipe, comparando IA convencional e protocolos que empregam progesterona, progestágenos e o método “Ovsynch” (GnRH/PGF2a/GnRH), estão apresentados na Tabela 3 (Baruselli et al., 2002).

Nesse experimento foram utilizadas 397 vacas Brangus, paridas há 69,7 + 22,1 dias, e mantidas a pasto. Os animais foram homogeneamente divididos em 4 grupos, de acordo com a condição corporal e período pós-parto. No grupo Controle (G-C; n=94) as vacas foram submetidas à estação de monta (EM) de 90 dias, com 45 dias de detecção de estro e inseminação artificial (2 detecções de estro/dia e IA 12 horas após início do estro) e 45 dias de repasse com touro Brangus. Os outros três grupos foram submetidos à estação de monta semelhante, porém, no primeiro dia da EM, todas as vacas foram inseminadas em tempo fixo.

Tabela 3. Índices reprodutivos de vacas de corte lactantes de acordo com o tratamento de sincronização da ovulação para IATF.

Verificou-se que os tratamentos com progesterona e progestágenos possibilitam emprenhar cerca de 50% do rebanho por inseminação artificial no início da estação de monta, além de induzir ciclicidade no período pós-parto em vacas de corte lactantes.

Nesse estudo, foi observada a antecipação da concepção (P<0,01) em animais que receberam tratamentos para IATF a base de progesterona e progestágenos. A média em dias em relação ao 1o parto da EM subseqüente foi de 57,6 + 18,3 dias para animais do grupo controle (G-C), 18,3 + 25,8 dias para o G-CIDR, 28,3 + 28,8 dias  para o G-Crestar e de 46,3 + 26,3 dias para o G-Ov.

Pela análise dos resultados foi possível verificar que os tratamentos com progesterona e progestágenos apresentam boa eficiência em vacas lactantes criadas a pasto, aumentando significativamente a taxa de prenhez à inseminação artificial. Outra grande vantagem verificada foi a antecipação do parto na estação de monta subseqüente nos animais tratados para inseminação artificial em tempo fixo. Essa antecipação possibilita alcançar melhores índices de fertilidade devido aos animais iniciarem a estação de monta do próximo ano paridos à mais tempo. Entretanto, o protocolo “Ovsynch” apresentou baixa eficiência, não sendo indicado para IATF em vacas Zebuínas lactantes nas condições brasileiras de manejo.

USO DO ECG NOS PROTOCOLOS DE IATF

O eCG é um fármaco de meia vida longa (até 3 dias), produzido nos cálices endometriais da égua prenhe (40 a 130 dias; Murphy and Martinuk, 1991) e que se liga aos receptores foliculares de FSH e de LH e aos receptores de LH do corpo lúteo (Stewart e Allen, 1981). O eCG cria condições de crescimento folicular e de ovulação e seu uso tem-se mostrado compensador em rebanhos com baixa taxa de ciclicidade, em animais recém paridos (período pós parto inferior a 2 meses) e em animais com condição corporal comprometida (Baruselli et al., 2004a). Na Tabela 4 estão apresentados os dados de uma pesquisa realizada com 215 vacas Nelore paridas (75 a 19 dias pós-parto) e mantidas a pasto no Estado de Mato Grosso do Sul (Baruselli et al., 2003). O grupo que recebeu eCG no momento da retirada do dispositivo apresentou maior taxa de prenhez após a IATF (38,9 vs 55,1%). Quando foi avaliada a condição ovariana dos animais tratados (Tabela 5), constatou-se que o efeito positivo do eCG aumentou conforme aumentou o grau de anestro. Nos animais cíclicos (com presença de CL) não se verificou efeito positivo do tratamento com eCG. Os resultados positivos da utilização do eCG conforme o grau de ciclicidade também foram constatados em pesquisa realizada na Argentina (Cutaia et al., 2003).

Tabela 4.  Taxa de prenhez à inseminação artificial em tempo fixo de vacas Nelore lactantes tratadas com dispositivo intravaginal de progesterona (DP4) associado ou não ao tratamento com eCG na retirada do dispositivo (Dia 8).

Tabela 5.  Taxa de prenhez à inseminação artificial em tempo fixo conforme classificação da funcionalidade ovariana de vacas Nelore lactantes tratadas com dispositivo intravaginal de progesterona (DP4) associado ou não ao tratamento com eCG na retirada do dispositivo (Dia 8).


Recentemente nosso grupo de pesquisa realizou outros experimentos para verificar o efeito do tratamento com eCG. Os resultados anteriores foram confirmados por Rodrigues et al. (2004) que verificaram aumento significativo na taxa de prenhez de vacas Nelore tratadas com eCG e submetidas a IATF [50,9% (56/110) vs. 37,8 (37/98)].

Apenas os animais em anestro responderam positivamente ao tratamento com eCG. Em um experimento subsequente (SILVA et al., 2004) também foi verificado aumento na taxa de prenhez com o uso de eCG na retirada do implante auricular de progestágeno em um grande número de vacas Nelore inseminadas em tempo fixo [33,8 (101/299) vs. 51,7% (155/300); Tabela 6]. Nesse mesmo experimento também foi observado aumento na taxa de concepção pela administração de GnRH no momento da IATF [37,6 (114/303) vs. 48,0% (142/296)]. Em outro experimento para estudar a dinâmica folicular durante esses tratamentos (SÁ FILHO et al., 2004) verificou-se maior sincronização das ovulações em animais que receberam GnRH no momento da IATF (72,0 ± 1,0x vs. 71,1 ± 2,0 y h; P<0,05 – teste de Bartlett), justificando a administração de GnRH no momento da IATF em animais tratados com Crestar.

Tabela 6 – Taxa de prenhez de vacas Nelore (Bos indicus) lactantes tratadas com implante auricular contendo progestágeno (Crestar), com ou sem eCG na retirado do implante e com ou sem GnRH no momento da IATF.

Com o objetivo de avaliar os efeitos do uso do eCG em programas de IATF a base de progestágenos, analisou-se a dinâmica folicular de vacas Nelore (Bos indicus) em anestro sincronizadas com progestágeno e eCG (SÁ FILHO et al., 2004). Os animais foram tratados com Crestar e 5 mg de valerato de estradiol associado a 3 mg de Norgestomet IM no dia 0. O implante foi removido no dia 9 e os animais foram divididos conforme o tratamento ou não com eCG na retirada do implante Exames ultra-sonográficos foram realizados durante o tratamento para acompanhamento da dinâmica folicular (Tabela 7 e Gráfico 3).

Tabela 7 - Dinâmica folicular de vacas Nelore (Bos indicus) lactantes em anestro tratadas com implante auricular contendo progestágeno (Crestar) associado ou não ao eCG.


 
Gráfico 3. Dinâmica folicular de vacas Nelore em anestro tratadas com protocolo Crestar associado ou não a 400 UI de eCG no momento da retirada do implante auricular (dia 9).

Verificou-se que o tratamento com eCG na retirada do implante auricular de progestágeno aumentou o diâmetro máximo do folículo dominante (Gráfico 3), além de aumentar as taxas de ovulação e de concepção.

Trabalho recente foi realizado por Marques et al. (2003) para verificar os efeitos do eCG (administrado no momento da retirada dos implantes intravaginais de progesterona) em primíparas lactantes (60 dias pós-parto) meio sangue Nelore x Angus (Tabela 8). Observou-se que os animais que receberam eCG apresentaram maiores concentrações plasmáticas de P4 (P<0,05) 12 dias após o tratamento. Nesse experimento, o tratamento com eCG aumentou a taxa de ovulação em 16%, entretanto não se verificou diferença significativa. Esses dados foram confirmados em pesquisas recentes com novilhas Nelore, verificando aumento na taxa de ovulação (76 vs 50%) e nas concentrações plasmáticas de progesterona (4,310,56 vs. 2,220,16 ng/ml) após o tratamento com eCG (Baruselli et al., 2004b). O aumento na taxa de concepção após o tratamento com eCG pode ser também devido ao incremento nas concentrações plasmáticas de progesterona conforme descrito por Mann et al (1999). No Brasil, Reis et al. (2004) verificaram correlação positiva entre a concentração plasmática de progesterona e a taxa de concepção em receptoras de embrião bovino. Os resultados de 3 experimentos realizados pelo nosso grupo (Marques et al., 2003; Sá Filho et al., 2004 e Baruselli et al., 2004b) são indicativos de que o tratamento com eCG na retirada dos dispositivos de progesterona não influencia o intervalo entre a retirada dos dispositivos e a ovulação.

Tabela 8.  Efeitos do uso de eCG em vacas Brangus lactantes tratadas com dispositivo intravaginal de progesterona (DP4). São Manuel – SP. 2002

Assim, o aumento da taxa de concepção em animais tratados com eCG pode estar relacionado a:
1) incremento na taxa de ovulação, principalmente em animais em anestro, e;

2) aumento das concentrações plasmáticas de progesterona no diestro do ciclo subsequente à IATF, que pode melhorar o desenvolvimento embrionário e a manutenção da gestação.

No entanto, outros trabalhos realizados pelo nosso grupo com um grande número de animais (n=1243) não apresentaram efeito positivo do tratamento com eCG no momento da retirada do dispositivo intravaginal de progesterona (Marques et al., 2003b, 2004). Dessa forma, realizamos um estudo retrospectivo (Baruselli et al. 2004c) para verificar o efeito do tratamento com eCG em função da condição corporal dos animais no momento do tratamento de sincronização da ovulação. Nesse estudo foram avaliadas 1987 IATFs realizadas em vacas Nelore tratadas ou não com eCG no momento da retirada do dispositivo de progesterona. Analisou-se o efeito do escore de condição corporal no início do tratamento (escala 1-5) com a taxa de concepção (Gráfico 4). Os autores verificaram efeito positivo do tratamento com eCG somente nos animais com ECC £ 3. Em animais com satisfatória condição corporal (> 3) não foi verificado efeito positivo do tratamento com eCG na taxa de concepção. A condição corporal esta freqüentemente relacionada à ciclicidade (D’occhio et al., 1990; Viscarra et al, 1998). Assim, animais com boa condição corporal apresentam alta taxa de ciclicidade, o que dispensa o tratamento com eCG, conforme discutido anteriormente.


Gráfico 4. Taxa de concepção de vacas Bos indicus (Nelore) lactantes (n= 1.984) tratadas com e sem eCG no momento da retirada do dispositivo intravaginal de progesterona conforme o escore de condição corporal.

Gostou? Leia aqui a parte final do artigo!!!

Para saber mais sobre o XXVIII Encontro de Médicos Veterinários e Zootecnistas dos Vales do Mucuri, Jequitinhonha e Rio Doce clique aqui.


:: Comentários ::

Aylton Cheroto -
Produtor - Gado de Corte

Bastante esclarecedor. Parabéns pelo trabalho.Gostaria de estudar novos textos.
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João silva -
Estudante

Bastante promissor e interessante, além de ser informativo.
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Alexandre -
Produtor - Gado Corte e Leite

Gostei muito, serve de orientação para avaliar resultados de quem realiza IATF, e como orientador para quem vai começar. Parabéns e obrigado
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