Se a resposta depender de rentabilidade e do resultado por ha, a cana-de-açúcar não confirma a vantagem que se veicula quando comparada com outras explorações. O nível de eficiência faz a diferença na conta.
As perspectivas mais modestas apontam para uma expansão de 70% na área de cana-de-açúcar até 2015. Em 2020, provavelmente a área destinada à cultura canavieira no Brasil será o dobro da atual. A cultura cresce assustadoramente, comparada aos padrões de outras atividades agropecuárias. E as possibilidades poderão ser ainda maiores. Dependendo das decisões governamentais dos países mais ricos do Planeta, nos próximos anos a demanda de etanol tende a imprimir um ritmo mais acelerado no crescimento da cultura canavieira.
A importância da matriz energética é tamanha, que o assunto etanol tomou conta dos debates entre as diferentes linhas ideológicas no cenário internacional. Assuntos como democracia, terrorismo, imperialismo e globalização, que geralmente colocam países como Estados Unidos de um lado e Venezuela e Cuba de outro, deram lugar ao tema da produção de etanol como fonte de energia. A polêmica é grande, o mundo está atento. O novo cenário energético é inquestionavelmente favorável ao Brasil, um país com tradição tecnológica na produção de etanol e com todo o potencial agrícola a favor.
Porém, toda mudança gera desconforto. E essa grande mudança no cenário agropecuário não é diferente. Para a sociedade, nacional e internacional, a produção de alimentos será comprometida em detrimento da produção de etanol. A questão ganhou mais força ainda quando o presidente norte-americano, George W. Bush, abriu portas para o etanol brasileiro. O velho jargão de intelectuais de orelhas de livro levantou vozes. “Se os Estados Unidos apóiam, eu sou contra.”
No entanto, se engana quem acredita nessa teoria. A área cultivada com lavouras anuais no Brasil é de cerca de 50 milhões de ha. Quando a cana-de-açúcar dobrar sua área de produção, entre 2015 e 2020, conforme colocado anteriormente, estará ocupando cerca de 12 milhões de ha, 24% do que hoje é ocupado pelas culturas anuais. Um ganho de produtividade de apenas 15% nas unidades produtoras de grãos compensaria todo o aumento da área de cana do Brasil, prevista para o período.
Atualmente, os índices de produtividade de empresas mais eficientes na produção de grãos são entre 250% a 300% superiores ao rendimento médio nacional por área, segundo relatórios da Conab-Companhia Nacional de Abastecimento. Sendo assim, aumentar 15% na produtividade nacional é uma meta, tecnicamente, irrisória para ser obtida num prazo de 10 a 12 anos. Ainda mais quando se considera que nos últimos 12 anos a produtividade média das culturais anuais aumentou mais de 30%.
No leite, o rendimento pode subir 1.500% - No caso das pastagens, então, a comparação fica mais gritante. A pecuária de corte pode, facilmente, aumentar 500% a produtividade. A de leite, que possui um potencial enorme de produção por área, pode aumentar cerca de 1.500% o rendimento por hectare, quando se compara à média nacional. E hoje são cerca de 180 milhões de ha de pastagens no Brasil. Portanto, nesta questão de alimentos, o avanço da cana-de-açúcar não fará nem cócegas na pauta da produção brasileira.
Se um dia o País tiver problemas com a produção de alimento, o que é pouquíssimo provável, será por outras razões, e não por culpa da produção de etanol. Os argumentos que sustentam a incômoda percepção da sociedade são baseados em conceitos ideológicos, fora de propósito. É preciso esclarecer a sociedade.
Por outro lado, no campo, o avanço dos canaviais tem provocado um efeito real, de ordem econômica, que tem preocupado o setor. A indústria produtora de açúcar e álcool, já instalada ou em fase de projeto, precisa garantir o seu fornecimento de matéria-prima, a cana. A cana-de-açúcar, por razões econômicas, não pode ser transportada a grandes distâncias, portanto há uma intensa procura por fornecedores ou terras para arrendar nas regiões em que há expansão industrial. O mercado de terras e arrendamentos, portanto, fica aquecido em regiões próximas a indústrias.
São Paulo representa cerca de 60% da produção canavieira nacional, assim, são os paulistas os primeiros que sofrem o impacto do avanço da cultura. Observe, na Tabela 1, os volumes negociados em contratos com usinas, as perspectivas de renda atual e o preço da terra em diversas regiões por onde os canaviais têm avançado. Pelo fato de São Paulo ser o estado mais tradicional na produção canavieira, os contratos são realizados com base em volume de cana por alqueire, o que faz com que a renda do proprietário oscile de acordo com o mercado. Os valores da tabela 1 foram baseados nos preços informados por indústrias e associações de produtores de cana, em abril de 2007.

Em algumas regiões de Minas Gerais, Goiás e mesmo de São Paulo, existem contratos negociados em valores fixos, fixados em reais, geralmente pagos por mês. Depende da região e da tradição do produtor em negociar parcerias de arrendamentos ou aluguéis de pastagens. O fato é que, atualmente, os arrendamentos para cana-de-açúcar possibilitam rentabilidade entre 4,5% a 5,5%. Entende-se por rentabilidade, neste caso, a comparação da receita líquida do arrendamento por alqueire, ou hectare, com o valor da terra na região. Observe os indicadores novamente na tabela 1.
Atrás dos custos de oportunidade
O produtor enxerga todos os benefícios em arrendar as terras. Abandona sua atividade ou se espreme em algum canto, arrendando parte da área para a usina. Por isso que a essa prática se dá o nome de custo de oportunidade, por se tratar de uma oportunidade de fazer uso mais eficiente da terra, em termos econômicos. Pelos preços de abril, as rendas recebidas no contrato de arrendamento nas regiões paulistas giram em torno de R$ 580/ha/ano. No início do ano, com os preços mais altos da cana, essa renda média no estado de São Paulo chegou a R$ 750. Os valores variam, dependendo da região, de R$ 440/ha/ano a R$ 1.100/ha/ano.
Para comparar o impacto em uma empresa agropecuária, adotou-se a área média de propriedade identificada no estudo finalizado recentemente sobre competitividade das fazendas leiteiras. O estudo foi coordenado pelo PENSA-Programa de Estudos de Negócios nos Sistemas Agroindustriais e identificou área média das propriedades leiteiras paulistas em torno de 141 ha, dos quais 52 ha são usados para a atividade leiteira.
Vale ressaltar que o público pesquisado, cerca de 200 produtores, não representa o perfil médio do produtor paulista. São profissionais que assinam informativos econômicos e freqüentam palestras e cursos. Portanto, representam uma parcela mais nobre em termos de tecnologia e, provavelmente, volume de produção. Descontando 35% da área, para preservação ambiental e áreas não utilizáveis, pode-se totalizar a área útil média das empresas pesquisadas em torno de 90 hectares.
Se o produtor arrendar toda a área para as usinas, sua receita mensal poderá ser de R$ 4,35 mil, sem riscos operacionais e sem as diversas severidades da rotina de produção. Dependendo da região, com os contratos mais elevados, essa renda pode chegar a R$ 8,2 mil/mês. Caso o contrato inclua apenas a área destinada à pecuária leiteira, a renda mensal será de R$ 2,5 mil a R$ 4,7 mil. Não restam dúvidas que as condições são tentadoras. Fora a receita que receberá com a liquidação de plantel, maquinários e outros. O custo médio de oportunidade em São Paulo nada mais é do que a soma dos custos fixos, custos variáveis e os atuais R$ 580/ha/ano, valor do arrendamento médio do estado.
Em outras palavras, para ser competitivo com a cana, as atividades de produção de leite, carne bovina, citricultura, grãos ou qualquer outra atividade agrícola precisam gerar uma diferença entre as receitas e a soma dos custos fixos e variáveis superior ou no mínimo equivalente a R$ 580/ha/ano. A diferença entre receita e a soma dos custos fixos e variáveis é o que se denomina lucro operacional, segundo o critério adotado pela Scot Consultoria.
Cana vive momento favorável
Todo o barulho em cima da cana-de-açúcar é porque atualmente os seus resultados são praticamente imbatíveis, em termos de rentabilidade. O capital disponível para investimentos e toda a euforia do momento colocam os resultados da cana em níveis elevados para o atual cenário do agronegócio.
Exatamente o oposto das demais atividades que sofreram as piores crises de preços da história. Pecuária de leite e corte, ao longo de 2006, tiveram os piores preços já registrados, quando se corrige os valores pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna). Especialmente na pecuária leiteira, em que a importância dos alimentos concentrados nos custos de produção é mais elevada, os resultados só não foram piores porque a própria agricultura estava em crise.
Na figura 1 estão comparadas as estimativas de rentabilidade ao longo de 2006 para a produção e arrendamento para cana-de-açúcar, produção de leite com média e alta tecnologia, pecuária de corte com baixa e média tecnologia, produção de grãos e citricultura, ambos produzindo em alta tecnologia. Todos os resultados foram obtidos a partir de simulações do comportamento real de empresas analisadas ao longo dos últimos anos. Para se chegar aos números, foram utilizados os índices técnicos de campo, atualizando apenas os preços de mercado, tanto dos insumos como dos produtos comercializados. Considerou-se o mercado médio dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás.

Rentabilidade, pelo critério adotado, é o resultado operacional comparado, em porcentagem, ao capital investido na atividade. No caso dos arrendamentos, conforme descrito anteriormente, é o valor anual do arrendamento comparado ao preço médio da terra. Muitas vezes, o conceito de rentabilidade torna difícil a compreensão por parte de quem não está habituado. Trata-se de uma informação com base em dois indicadores: o lucro operacional e o montante investido na atividade.
Sendo assim, para facilitar a visualização, na Tabela 2 estão apresentadas as mesmas informações da Figura 1, incluindo a receita líquida por hectare.

Se em rentabilidade, a atividade leiteira era a terceira melhor opção, em receita líquida por hectare a pecuária leiteira de alta tecnologia possibilitou receita líquida superior aos arrendamentos para cana-de-açúcar. Mesmo assim, a rentabilidade é inferior pelo fato de que a pecuária leiteira demanda investimentos elevados por hectare, enquanto o capital considerado nos arrendamentos é apenas o valor da terra. Quando se compara o resultado líquido com todo o investimento, a rentabilidade é menor, não por dar menos lucro, mas sim pelo fato de que houve necessidade de investimentos muito superior.
Rentabilidade e o resultado por ha
O produtor precisa ficar sempre de olho em ambos os indicadores: a rentabilidade e o resultado por hectare. O mesmo raciocínio vale para a citricultura, que também demanda altos investimentos por hectare. Em renda líquida, quase empata com os arrendamentos para cana. Interessante ressaltar que ambas as atividades pecuárias, tanto corte quanto leite, possibilitam resultados superiores quando conduzidos com maior aporte de tecnologia, em comparação à ausência de tecnologia.
Por outro lado, no caso da agricultura, seja cana, grãos ou produção de citros, a baixa tecnologia não chega nem a ser uma opção. Sem aporte tecnológico de ponta, os resultados econômicos da agricultura simplesmente são catastróficos. Portanto, o avanço dos canaviais não está ocorrendo apenas em áreas de pastagens. Muitos citricultores estão substituindo seus pés de laranja por cana-de-açúcar.
Municípios como Bebedouro, símbolo da citricultura paulista, já têm sua paisagem toda alterada, testemunhando o avanço da cultura mais agressiva do momento. Os produtores de grãos estão em situação extremamente delicada. Além dos péssimos resultados no último ano, que são comprovado pela Figura 1 e Tabela 2, os agricultores carregam dívidas de investimentos realizados em 2003 e 2004, quando a agricultura vivia o seu momento de euforia.
Infelizmente os resultados de 2005 e de 2006 terão reflexos profundos durante muitos anos na agricultura. O prejuízo de cerca de R$ 450 por hectare, no caso da produção de grãos, é equivalente a 4,6% do patrimônio, reforçando a gravidade da situação. A pecuária leiteira também sofreu. Em 2006, quando comparada com anos anteriores, houve maior necessidade de aporte tecnológico para obter rentabilidade positiva, aumentou a exigência gerencial. O pecuarista passou a precisar produzir mais de 25 mil litros por hectare por ano para obter resultados positivos.
Não se trata de uma produtividade inatingível, encontrada apenas em centros de pesquisa. No estado de São Paulo, que sofre a maior competição com o avanço da indústria sucro-alcooleira, o projeto Balde Cheio, desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sudeste em parceria com diversos órgãos de extensão, estabelece metas factíveis de produção acima dos 30 mil litros por hectare por ano. Pequenos pecuaristas têm implementado, com êxito, o projeto de produção competitiva. Pequenos em áreas, grandes em profissionalismo.
Enfim, com base nos resultados estimados, e apresentados na Figura 1 e Tabela 2, apenas o produtor de grãos teve seus resultados realmente comprometidos. Pecuária de corte, pecuária de leite e citricultura ainda tiveram a opção de rentabilidade positiva, quando a atividade foi conduzida com alto rigor gerencial. Informações econômicas precisam ser avaliadas com cautela. Os resultados indicam o comportamento médio das atividades. Há quem tenha perdido e quem tenha ganho mais do que o apresentado nas simulações de resultados, mesmo trabalhando em condições semelhantes.
Perspectivas e pé no chão com o cenário
Em curto prazo a cana continua sendo uma opção atraente ao produtor. Embora os preços agrícolas e pecuários estejam se recuperando, os custos de produção serão mais elevados para todas as atividades. A recuperação dos preços agrícolas já proporcionou um aumento de 22% nos preços dos fertilizantes em abril. Segundo a ANDA-Associação Nacional para Difusão de Adubos, no primeiro trimestre de 2007 foram comercializadas 4,6 milhões de t de adubos, índice 40% superior à média dos quatro anos anteriores.
E o mercado, até o final de abril, não sinalizava nada de espetacular. O avanço dos preços da soja, do milho e da laranja já perdia firmeza, esfriando as expectativas de renda. Das atividades relacionadas, apenas a pecuária de corte e a pecuária de leite fecharam abril com perspectivas favoráveis. Mesmo assim, como o aporte tecnológico é muito baixo na média geral, os resultados por hectare permanecerão bem aquém dos obtidos com os arrendamentos.
Por isso, novamente o agropecuarista irá se deparar com as dificuldades operacionais, dificuldades de mercado e os resultados animadores do arrendamento para a produção de cana-de-açúcar. Não há como evitar; as usinas não terão dificuldades em agregar novas áreas para a expansão de seus projetos. Por todo o cenário, e pelas perspectivas de curto prazo, o avanço da cana-de-açúcar tem sido visto como ameaça às demais atividades, principalmente em São Paulo. Chega-se a classificar a cultura como a grande vilã do momento.
De fato, a cultura avança, altera a paisagem, muda o pacote de exigências ambientais de toda a região, enfim, é uma grande mudança. No entanto, não dá para ser classificada como vilã.
Analisando o cenário sob outra perspectiva, a agressividade da indústria sucro-alcooleira tende a acelerar o ritmo de profissionalização no setor, com significativos ganhos tecnológicos. Os números são claros – ou o empresário tecnifica a atividade ou não há como competir. Um exemplo desse ganho no profissionalismo é que atualmente o setor de pecuária leiteira tem se unido para discutir a questão do custo de oportunidade e as formas para competir com o avanço da cana. Há poucos anos, aquele que falasse em custo de oportunidade era taxado de “poeta agrícola”.
Mesmo em São Paulo, a pecuária não será extinta para dar lugar à cana. O que acontecerá é uma grande pressão sobre a pecuária extensiva. E essa, sim, tende a desaparecer. No caso da pecuária leiteira, o comportamento com relação aos preços de terra e migração para outras regiões é diferente da pecuária de corte. Embora se trabalhe com animais de mesma espécie, a produção de carne, mesmo em alta tecnologia, permite um rendimento pouco maior do que 1,2 mil kg de peso vivo por ha/ano.
A atividade leiteira, na mesma área, pode render próximo dos 40 mil litros por ha/ano.
Portanto, a relação entre produto e capital investido em terra é totalmente diferente para as atividades de pecuária de corte e pecuária de leite. Para compensar produzir em regiões de preços de terra elevados, as cotações do boi gordo precisam também ser altas, devido ao baixo rendimento por área. Apenas a tecnologia não compensa a diferença.
Questões gerenciais entravam o leite
No caso da pecuária leiteira, não há essa necessidade. Mesmo com margens curtas entre preços e custos de produção, é possível obter rendimento em regiões de preços de terra elevados. Evidentemente, a exigência tecnológica cresce proporcionalmente ao preço de terra. As análises, a apresentação de casos de sucessos e o amplo debate que se formou em torno da questão do avanço da cana já favorecem uma revisão nos conceitos da pecuária leiteira.
Dizer que as organizações se fortalecem na crise não consiste em meras palavras de motivação. É um fato. E é desse exemplo que vive o atual momento da pecuária leiteira paulista, linha de frente na competição com a potente cadeia sucro-alcooleira. Depois de anos discutindo a perda de competitividade, o enfraquecimento, a redução e inviabilidade de se produzir leite no estado, o setor se uniu e resolveu dar um basta à questão.
Qual é a verdade? Quais são os problemas? Como resolvê-los? Enfim, o estudo coordenado pelo PENSA, e finalizado no início de abril, elaborou 10 propostas de ações concretas para o sistema agroindustrial do leite em São Paulo, que serão apresentadas aos diversos elos da cadeia. Com relação aos produtores, o diagnóstico final do estudo é que não há diferença técnica e operacional entre o custo de produção de leite em São Paulo e nos demais estados. As maiores diferenças, que realmente reduzem a competitividade dos paulistas são de ordem gerencial, portanto são solucionáveis.
Mesmo no caso dos custos fixos altos, fato confirmado em São Paulo, existe possibilidade de reversão do quadro. Basta agir gerencialmente, de forma estratégica, dentro das unidades produtoras. Um exemplo da afirmação de que a pecuária leiteira em São Paulo está condenada é a própria comparação entre o Triângulo Mineiro e o Estado de São Paulo. De acordo com o IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a produção do Triângulo Mineiro praticamente já igualou à de São Paulo.
O Triângulo é visto como a bacia do futuro, que ganha importância, tecnologia, que cresce de maneira consistente, enquanto que em São Paulo a pecuária leiteira está em decadência.
Em ambas as regiões há oferta de alimentos concentrados, topografia favorável, competência técnica e forte competição com a agricultura, inclusive com a cana, que também avança em áreas de pastagens no Triângulo.
A grande diferença atual é a perspectiva do produtor. No mesmo cenário que o paulista enxerga o fim próximo, o mineiro está vendo possibilidades, oportunidades, desenvolvimento. Portanto, a diferença é em torno do entusiasmo do produtor e mesmo dos técnicos do setor. Enfim, ficará na terra o produtor que, em longo prazo, for eficiente em gerar renda na sua atividade. O produtor tecnicamente eficiente, independentemente da atividade, permanecerá produzindo. Esse é o mercado de commodities. Os preços se reduzem em longo prazo, ganha o mais eficiente na administração e condução do seu negócio.
Não é uma cultura ou outra que dominará a área produtiva no Brasil ou em regiões particulares. É o produtor eficiente que ficará e decidirá o que produzir. A cana simplesmente está proporcionando um grande “empurrão” no sentido de tecnificação de todas as atividades.
Artigo publicado na Revista Balde Branco do mês de maio 2007. Para conhecer e assinar a Revista, acesse aqui