Silvino Moreira vai aos EUA e visita várias propriedades do Corn-Belt. Confira aqui!
ReHAgro News
Publicado em 24/09/2007 por Equipe ReHAgro

A convite da Monsanto, o engenheiro agrônomo Silvino Moreira esteve na região do Corn Belt americano no período de 25 de agosto a 2 de setembro de 2007 visitando propriedades agrícolas, empresas de biotecnologia e conhecendo um pouco da infra-estrutura de armazenamento e transporte de grãos da região, a qual é considerada a mais importante produtora de milho do mundo. O objetivo principal da visita foi conhecer, principalmente, os impactos do uso da biotecnologia no campo (principalmente, milho Bt (resistente a lagartas e larva alfinete) tolerante ao herbicida glifosato.

O grupo que participou da visita técnica era composto por 150 pessoas de todo Brasil (foto abaixo), entre técnicos, agricultores e representantes de cooperativas, distribuidores e representantes técnicos e de vendas da Monsanto. Entre os técnicos, estiveram presentes, aproximadamente, 40 consultores de várias regiões do Brasil o que permitiu uma troca bastante interessante de experiências e informações.



Durante dez dias o grupo visitou propriedades agrícolas em três estados americanos: Illinois, Iowa e Missouri e participou do Farm Progress Show (feira agropecuária semelhante ao Agrishow do Brasil), onde foi possível conhecer mais sobre os alimentos transgênicos produzidos nos EUA, sobre as máquinas e equipamentos agrícolas recém-lançados no mercado americano, além conhecer detalhes sobre a tecnologia de produção de etanol a partir do milho.



Farm Progres Show


Silvino Moreira

Para o Silvino ficou bastante claro que temos tecnologia de manejo da cultura do milho muito parecida com a tecnologia utilizada nos Estados Unidos. Inclusive, temos até a ensiná-los em alguns aspectos de agricultura de precisão, espaçamento reduzido, dentre outros.

Por outro lado, no caso da Biotecnologia para produção de milho, os EUA estão dez anos na frente do Brasil, uma vez que cultivam plantas transgênicas (resistentes ou tolerantes a herbicidas e insetos), desde 1996. Essas tecnologias já poderiam estar disponíveis há muito tempo para agricultura brasileira, se não fosse a burocracia dos órgãos envolvidos com a discussão desse tema no Brasil.




O uso da Biotecnologia nos EUA tem reduzido os custos com defensivos agrícolas, poluição do meio ambiente, contaminação daqueles que trabalham com a agricultura, além de aumentar a produtividade agrícola e o lucro do produtor. Além da biotecnologia disponível, as condições climáticas do Corn-Belt são muito favoráveis ao cultivo do milho (temperatura, solo e disponibilidade de água, dentre outros) e os produtores americanos têm a garantia de preços, menor custo de seguro agrícola e juros muito mais baixos do que os encontrados no Brasil.

Por isso, o agricultor brasileiro merece todo nosso reconhecimento pela persistência e luta constante por altas produtividades, sem uso de biotecnologia, disponível no resto do mundo (EUA, Argentina, China e nos países da União Européia), a qual reduz os custos de produção, além de aumentar a produtividade da lavoura de milho.

Felizmente foi liberado no Brasil o primeiro evento de biotecnologia, o qual confere ao milho resistência às lagartas-do-cartucho, broca- da-cana e lagarta-da-espiga. No entanto, a tecnologia já chegou atrasada, uma vez que essa mesma já foi melhorada nos Estados Unidos e se encontra disponível aos produtores de lá.

Maiores detalhes sobre o uso de biotecnologia (plantas transgênicas) na produção de milho e soja poderão ser visualizados no artigo técnico “Novas tecnologias para produção de alimentos” disponibilizado em nosso site.
 
Segundo o Silvino a viagem foi muito proveitosa e de grande valia para seu crescimento profissional. Além da oportunidade de conhecer a mais importante região produtora de grãos, a Monsanto conseguiu reunir um grupo de pessoas muito diferenciadas em todos os aspectos para conviver nesse período, proporcionando boa troca de experiências e abrindo caminho para relacionamentos futuro. Silvino gostaria de agradecer a equipe da Monsanto por esta grande oportunidade.


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