A broca-da-cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) tem se tornado uma praga constante nos canaviais reduzindo a produtividade e comprometendo a vida útil da lavoura. Os danos iniciam em plantas com os primeiros internódios visíveis (3 meses de idade) quando as lagartas alimentam-se da região do palmito (morte da gema apical) causando o sintoma conhecido como “coração-morto” e abrem galerias circulares ascendentes no colmo, causando enraizamento aéreo, germinação das gemas laterais, encurtamento dos entrenós e perda de peso. Além desse dano direto, os orifícios abertos pela broca são uma porta de entrada para microrganismos que causam a inversão da sacarose armazenada na planta gerando também um dano indireto que compromete o rendimento da cana.

Brotação de cana com sintoma de “coração-morto”.

Cana-de-açúcar com as folhas centrais secas (“coração morto”)

Orifícios de entrada e saída da broca na cana

Galerias abertas pela broca no colmo da cana

Broca-da-cana saindo do colmo
Uma alternativa viável e eficiente para controlar a broca-da-cana é a liberação de uma vespinha (Cotesia flavipes) que localiza a broca no interior do colmo e a parasita resultando em sua morte após alguns dias.
Antes de fazer a liberação é importante fazer o monitoramento para quantificar as lagartas na área e definir o número de vespas a serem liberadas. A liberação pode ser feita de uma única vez ou de forma parcelada. As vespinhas são obtidas de empresas especializadas na fase de pupa (“massas”) em copos contendo cerca de 1.500 indivíduos cada.

Copos biodegradáveis com adultos das vespinhas
Na liberação deve-se caminhar de um ponto ao outro, com o copo aberto e, ao chegar ao local, perdurá-lo entre as folhagens.

Copo mantido preso no cartucho da cana para dispersão da vespinha
Os técnicos do ReHAgro, Rosangela Marucci e Silvino Moreira juntamente com o gerente da Fazenda Redenção, o Sr. Natal, fizeram a liberação do parasitóide no sábado dia 08/12/2007 e já avaliaram a necessidade de liberações em outras áreas. Esta é uma nova modalidade de consultoria que o ReHAgro está oferecendo a seus clientes.
Acredita-se que o uso das vespinhas a partir de agora seja uma realidade na maioria das fazendas assistidas pelo ReHAgro em função do baixo custo e comprovada eficiência de controle.
Para maiores informações e detalhes entrem em contato com os técnicos do ReHAgro.