A turma de Pós-Graduação em Ovinocultura - Belo Horizonte teve sua primeira aula prática! Confira aqui as fotos!
ReHAgro News
Publicado em 23/01/2008 por Talita Silva, médica veterinária, coordenadora do curso de Pós-Graduação em Ovinocultura

A turma de Pós-Graduação em Ovinocultura - Belo Horizonte teve sua primeira aula prática já no terceiro módulo do curso. Nos dias 18 e 19 de janeiro os alunos tiveram a oportunidade de visitar dois diferentes sistemas de produção: o primeiro se caracteriza pela consorciação de ovinos com lavoura de café, cruzamento industrial e pelo confinamento dos cordeiros produtos deste cruzamento; o segundo sistema começou a fazer cruzamento industrial, está em estação de monta e tem suas matrizes e cordeiros criados a pasto.

A turma pôde vivenciar na prática conceitos dados nos dois primeiros módulos do curso. Aos alunos foi dada a missão de conhecer os dois sistemas, suas particularidades e tomar decisões segundo a realidade e demanda de cada um. As discussões que surgiram foram muito ricas e geraram bons frutos deixados nas fazendas em forma de recomendações técnicas.

Veja abaixo alumas fotos da aula:


Alunos da Pós Ovinocultura de Corte- Belo Horizonte em ação: após observação e discussão os cordeiros foram divididos em lotes.


Alunos em momento de discussão.



Ovelhas em consorciação com café*
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Alunos na lavoura de café onde pastam as ovelhas


Alunos no segundo sistema de produção visitado


Alunos avaliando reprodutor texel 


:: Comentários ::

paulo joel -
Estudante

Gostaria de saber qual a melhor raça de ovinos para corte.
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Talita Silva -
Consultor Técnico

Olá Paulo Joel, Em minha opinião, a melhor raça de ovinos para corte é aquela que se adapta melhor às condições físicas e climáticas do ambiente em que serão criadas. Não menos importante, é o fato da raça também ter que se adequar aos objetivos e às intenções de investimento do produtor, sem deixar de lado, é claro, um estudo do mercado consumidor a ser atingido. Tudo isso sempre deve estar alinhado com decisões muito bem embasadas tecnicamente. Visando satisfazer às variáveis citadas acima, temos: raças estacionais, não estacionais, mais prolíficas, menos prolíficas, mais rústicas, menos rústicas, lanadas, deslanadas, com maior ou menor habilidade materna, mais ou menos precoces, com maior ou menor rendimento de carcaça. Estas e inúmeras outras características devem ser consideradas antes de se escolher uma raça para criar. No sudeste, região onde estamos, o preço de animais lanados especializados para carne, por exemplo, pode inviabilizar o uso de fêmeas destas raças como matrizes produtoras de cordeiros de corte. Assim, o mais comum é utilizarmos fêmeas deslanadas para a formação da linhagem materna, como Santa Inês, ou mestiças de Santa Inês, Morada Nova, Somalis, dentre outras. Estes animais têm um preço mais acessível e podem ser encontrados à venda em maior número. Na escolha da linhagem materna é importante focar em adaptabilidade, habilidade materna e eficiência reprodutiva, fatores importantíssimos para a produção e para uma maior sobrevivência de cordeiros. Bom, continuando a linha de raciocínio, ainda visando à produção de cordeiros para corte, podemos cruzar as fêmeas deslanadas que falei com um carneiro especializado em produção de carne. Desta forma damos lugar à heterose proporcionada por este cruzamento, e obtemos cordeiros com bom potencial genético para ganho de peso. Na escolha da raça paterna para corte devemos focar características como precocidade, rendimento de carcaça, ganho de peso e boa adaptabilidade. Dentre as raças utilizadas para a linhagem paterna podemos citar Texel, Ile de France, Dorper, Suffolk, Hampshire Down, dentre outros. Cada uma destas raças com características peculiares e com suas vantagens e desvantagens. É preciso estar atento aos preços dos machos, pois algumas raças podem atingir preços muito altos, talvez inviáveis para rebanhos comerciais. Já, se o objetivo for produção de animais elite, as estratégias de escolha de raça e cruzamentos mudam... Mas, independente de qualquer coisa, o importante é considerar as condições de criação que se tem (ambiente, proprietário, instalações, mercado consumidor e outros) e ter em mente que animais mais produtivos são também mais exigentes: é preciso se preparar para recebê-los e criá-los. Espero ter ajudado. * Talita Silva é médica veterinária, mestre em Clínica de Ruminantes pela UFMG e faz parte da Equipe ReHAgro.
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FAGNER -
Consultor Técnico

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