Nos últimos anos, o agronegócio sofreu mudanças conjunturais que tornaram obrigatória a profissionalização para garantir a sua sustentabilidade. A diferenciação dos produtos apareceu como uma estratégia na indústria. Porém, para produtores agrícolas que produzem comoditties (grãos, leite, carne), esta estratégia não agrega valor ao produto final. Assim, eles precisam produzir com mais economia para que possam aumentar a sua lucratividade. A gestão profissional do negócio, dentro e fora da porteira da fazenda, parece ser um ponto crítico na maioria das organizações, assim algumas ações podem ser essenciais para o seu negócio:
Diagnóstico Estratégico (Modelo SWOT) – Através dele, é possível fazer análises internas das organizações; conhecer Pontos Fortes (economia de escala, custo de produção etc.) e Pontos Fracos (falta de foco no negócio, problemas operacionais, qualificação de mão de obra), relacionando-os com o ambiente externo e perceber as oportunidades (mudança de hábitos do consumidor, surgimento de novos mercados, exportação) e Ameaças (entrada de novos concorrentes, mudança de hábitos do consumidor). Este é o ponto de partida para o planejamento estratégico.
Planejamento Estratégico – são as decisões em uma organização que determinam seus objetivos, propósitos ou metas, definindo o escopo do negócio, o caminho para atingir as metas e a contribuição (econômica ou não) que o negócio pretende dar aos seus colaboradores, comunidade e parceiros. Nesta etapa, precisamos definir a missão da empresa (papel desempenhado pela empresa em seu negócio), o objetivo (o que se espera do negócio), as metas (etapas perfeitamente quantificadas e com prazo definido para alcançar um ou mais objetivos) e as estratégias (Caminhos escolhidos para atingir o objetivo). Definidas as estratégias, devemos partir para o planejamento operacional que consiste no conhecimento dos processos de produção, ações, e atividades a serem executadas e como fazer para cumprir as metas definidas. Alguns pontos podem ser enumerados e seguidos, são eles:
- Gestão de Pessoas – Precisamos definir Organograma com funções definidas; definir plano de cargos e salários; criar descrição de cargos com procedimentos operacionais claros de cada função dentro da organização; promover programas de treinamento e motivação através reuniões técnicas mensais, semanais ou mesmo com a participação em cursos externos; envolver os gerentes de setores na execução do plano e definições de metas, pois a meta precisa ser de todos.
- Gestão Financeira – começa pelo orçamento, que deve ser feito no mínimo anualmente, buscando quantificar e prever a aplicação de recursos. A gestão das despesas e receitas deve ser obrigatória. Saber se existe dotação orçamentária para execução de uma ação é primordial para a confecção de um bom orçamento. Desenvolvimento e acompanhamento de Fluxo de caixa e a conciliação de contas também são indispensáveis a uma boa gestão financeira.
- Gestão econômica – implantação do conceito de almoxarifado; controle de entrada e saída de insumos; acompanhamento na aplicação de insumos; planilhas de acompanhamento de custos e análises econômicas são funções básicas para o gerenciamento econômico do negócio.
À primeira vista tudo isso pode ser interpretado como teoria em excesso, difícil demais. Porém, basta deixarmos de lado alguns paradigmas e encarar os desafios com persistência. Acredite: os resultados começam a aparecer mais cedo que se imagina!