No evento “Novos Enfoques na Produção e Reprodução de Bovinos”, ocorrido em Uberlândia nos dias 06 e 07 de março de 2008, foi discutido que precisamos ter mais cuidados com a qualidade do estímulo das vacas para a descida de leite e que, se mal feito, podemos ter alguns problemas no momento da ordenha. O presente artigo tem o objetivo de mostrar na prática os resultados obtidos na Fazenda São João ao aumentar o estímulo pré-ordenha.
Quando colocamos a teteira na vaca e ela não está bem estimulada ou não esperamos o tempo necessário para a descida do leite, o fluxo de leite será muito pequeno, pois apenas o leite da cisterna do teto e do úbere será ordenhado. Com o fluxo de leite baixo, o nível de vácuo no copo coletor fica alto, agredindo o teto e levando a um edema na ponta do mesmo que reduz o diâmetro do canal do teto, fazendo com que a ordenha fique mais lenta. Outra conseqüência deste vácuo alto no teto é o aumento de hiperqueratose da ponta do teto (ver foto abaixo) que tem uma correlação positiva com mastite.
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Hiperqueratose na ponta dos tetos |

Vista de perfil - hiperqueratose
Na fazenda São João utilizávamos um tempo entre o estímulo para a descida de leite (teste de caneca) e a colocação de teteiras de 40 segundos. O tempo recomendado no evento é de 60 a 90 segundos após o estímulo.
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Estímulo à descida do leite |
Quando cheguei do evento com esta informação, entrei no fosso da ordenha para verificar o que ocorria, e vimos que o fluxo de leite realmente aumentava 20 a 30 segundos após a colocação de teteiras, confirmando o recomendado.
Fizemos a mudança e percebemos que após a colocação da teteira, temos um fluxo de leite muito maior. Além disso, percebemos que a ordenha ficou mais rápida e que os ordenhadores trabalham com mais tempo disponível e com isso podem estar mais atentos a sua rotina. Achei muito prático e útil, é só testar para ver.