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Leia o artigo "Mastite em novilhas:o que fazer para evitá-la?" e saiba o que fazer para proteger o futuro do seu rebanho!
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Artigos Técnicos
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Publicado em
07/05/2008
por
Gustavo Valente de Assis, Equipe Unileite*
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Mastite em novilhas: O que fazer para evitá-la?
A mastite é considerada a principal doença que afeta rebanhos leiteiros no mundo, responsável por grande impacto econômico na pecuária leiteira pelos prejuízos que causa ao produtor e à indústria de produtos lácteos. Há poucos anos atrás, pouca atenção era dirigida à saúde da glândula mamária das primíparas, devido ao conceito bem difundido de que estes animais estariam livres de infecções intramamárias e que a mastite é uma doença exclusiva de vacas em lactação e vacas secas. Atualmente produtores de leite e pesquisadores têm se preocupado cada vez mais com a mastite em primíparas, já que essa infecção altera parâmetros de qualidade como contagem de células somáticas (CCS) além de levar, principalmente, à perda de produção.
A CCS está diretamente ligada a fatores internos do animal, como a saúde da glândula mamaria do rebanho, sendo esta, portanto um bom parâmetro para se avaliar a ocorrência de mastite no rebanho, incluindo as primíparas. Outra forma de se avaliar a ocorrência de mastite nas primíparas seria a realização de culturas microbiológicas do leite nas primeiras semanas pós-parto.
Quanto aos microorganismos causadores de mastite temos como agentes mais comuns, em novilhas, o Staphylococcus aureus e Staphylococcus coagulase negativo. Estes além de mais comumente encontrados, são aqueles que também acarretam os maiores prejuízos aos produtores rurais. A mastite causada por esses microorganismos se apresenta na forma subclínica sendo dificilmente diagnosticada pelos produtores.
As perdas de produção podem chegar por volta de 25% da produção total durante a lactação, devido principalmente a lesão das células produtoras de leite do animal. Estas perdas podem se acentuar, uma vez que a mastite causada por Staphylococcus aureus e Staphylococcus coagulase negativo tendem a se cronificarem nos meses subseqüentes à infecção, possuindo baixas taxas de cura durante a lactação.
A presença de infecções intramamárias em primíparas tem efeito negativo sobre a produção de leite futura, pois grande parte do desenvolvimento da glândula mamária ocorre durante a primeira gestação e, conseqüentemente, este desenvolvimento pode ser severamente comprometido pela presença de uma infecção intramamária.
As condições gerais de manejo do rebanho e de higiene de ordenha têm um papel fundamental no controle da mastite. Um ponto de extrema importância no manejo geral de uma propriedade é o manejo realizado com as primíparas no periparto. Essa é a fase quando as primíparas estão passando de jovem não lactante para adulta lactante. Neste período o animal se encontra sobre forte estresse, tornando-o mais susceptível a infecções. Neste período é quando também ocorre grande parte das doenças metabólicas (como hipocalcemia e cetose) podendo agravar o quadro.
Como medidas de controle, devemos proporcionar ao animal condições que minimizem os problemas do periparto. Para isso é necessário ambientes agradáveis, com bom sombreamento, áreas de pastejo com boa cobertura vegetal, ausência de barro com matéria orgânica, água de qualidade, suplementação mineral adequada e fornecimento de alimentos de boa qualidade. Alimentação adequada implica especialmente o fornecimento de níveis corretos de certos minerais e vitaminas que estão relacionados com capacidade de resposta imune dos animais como a vitamina A, vitamina E, selênio, cobre e zinco.
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Figura 1: Novilhas em boas condições |
Outro item relevante na transmissão de patógenos às novilhas e entre elas é o controle de moscas picadoras e sugadoras. As moscas picadoras ao se alimentarem das extremidades dos tetos transmitem patógenos causadores de mastite, provocando pequenas lesões, onde se desenvolvem tais patógenos. Esses insetos também podem funcionar como simples vetores mecânicos, transferindo patógenos para os tetos das novilhas. Dessa forma, o controle de moscas é uma medida que auxilia na redução da infecção intramamária dos animais, principalmente novilhas (tabela 1).
Tabela 1: Prevalência de mastite em rebanhos com e sem controle de moscas
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Fonte: Nickerson et al., 1995.
Considerando a rotina de ordenha, sempre que o manejo geral da fazenda permitir, é recomendado que as primíparas sejam ordenhadas antes dos animais mais velhos, para minimizar a possibilidade de transmissão de agentes contagiosos durante a ordenha. Essa recomendação baseia-se no fato das primíparas apresentarem, em geral, menor prevalência de mastite.
Situação bastante comum nas fazendas é a criação de bezerras de forma coletiva. Nesta criação, quando as bezerras são alimentadas com leite proveniente de vacas com mastite, ocorre transmissão de agentes presentes no resíduo de leite da boca para os tetos de outras bezerras por meio da mamada cruzada. O risco desse tipo de transmissão existe principalmente em rebanhos com alta prevalência de Strptococcus agalactiae e quando é permitido o contato entre as bezerras. O Strptococcus agalactiae podem se alojar por prolongado período, e originar uma nova infecção no peri parto. Recomenda-se, portanto, que quando se usa leite proveniente de animais infectados, que as bezerras não tenham contato entre si (figura 2).
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