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Conheça a história de sucesso da Fazenda Santa Maria, localizada em Itaúna-MG, assistida pelo ReHAgro, nesta reportagem feita pela revista Balde Branco.
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ReHAgro News
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Publicado em
26/05/2008
por
Nelson Rentero - Editor chefe da revista Balde Branco
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Produtor ajusta projeto para crescer com eficiência
Passados 10 anos, produtor vê o projeto inicial da fazenda totalmente mudado, com números cada vez melhores, impulsionados pela eficiência e pelo desejo contínuo de crescer
A história da Fazenda Santa Maria do Brejo Alegre, localizada em Itaúna-MG, começou em 1998, com um horizonte muito diferente do que contempla hoje o seu proprietário, o médico Pedro Luiz Nunes. O projeto inicial, que tinha como meta 1.500 litros/dia, com 150 vacas, foi dando lugar às ações de crescente apego e entusiasmo do produtor à atividade, o que acabou determinando um potencial produtivo e de rentabilidade que vem se ajustando a cada ano. Hoje, o negócio se traduz em mais de 5 mil litros/dia, com 250 vacas em lactação, sem dar conta do quanto ainda se pode crescer.
Tudo começou praticamente do zero, já que a fazenda adquirida tinha apenas sede e uma antiga estrutura para pequena produção leiteira. A ocupação, então, foi feita por um rebanho de 20 vacas Holandesas, que passou a produzir de forma confinada, sem qualquer sofisticação. “Os três primeiros anos foram de muita dificuldade. Além de me dedicar à outra profissão e saber pouco sobre leite, dispunha de uma assistência meio padrão, de visita mensal, que pouco fazia além de conferir a dieta e avaliar a sanidade dos animais”, descreve Nunes. “Enfim, eu não tratava a fazenda como empresa”, completa. Tal postura o incomodava, comprometia os investimentos e, pior, acumulava prejuízos, que chegaram a somar cerca de US$ 50 mil, entre 2000 e 2001. “Era o dinheiro do médico pagando a displicência do produtor”, confessa. Como uma nova ordem era necessária e urgente, convocou o médico veterinário Clóvis Correa, da Rehagro-Recursos Humanos no Agronegócio, para diagnosticar os males da Santa Maria. “Sinais de deficiência se via no rebanho, com acentuada presença de mastite, e também na produção de alimentos, pois o milho não era cultivado adequadamente”, relata. Produtor e técnico sabiam que era preciso redesenhar o projeto e dar a ele um novo perfil, anulando praticamente quase tudo que até então vinha sendo feito. Sob a coordenação do veterinário Ricardo Peixoto, da equipe ReHAgro, partiram para vacas no pasto, com produção mais baixa, mas com um número maior de animais. Para isso, liquidou o rebanho Holandês e adquiriu 150 novilhas Girolando, em sua maioria, 3/4 de sangue. “Por conta dessa mudança, a fazenda passou o ano de 2002 com apenas uma vaca, que produzia leite apenas para os empregados”, lembra Nunes. Mas o plano para o ano seguinte reservava um volume de leite produzido pelo novo rebanho em torno de 1.500 litros/dia. E foi o que ocorreu.
O produtor lembra que o trabalho de assessoria técnica não se restringiu apenas ao rebanho. A área reservada à atividade, cerca de 60 ha, de um total de 103, também passou por um novo tratamento. A impossibilidade de ter escala na produção de milho para atender à demanda por volumoso levou à exploração de pastagem de tifton no verão, e de cana-de-açúcar, na seca, a qual garantia produção de 100 t/ha de matéria verde. Logo, os resultados se mostraram promissores, tanto que a base dessa mudança se mantém até hoje, reservando 50 ha de tifton, explorado em sistema intensivo de pastejo rotacionado, mais 12 ha de cana.
“À medida que as mudanças se mostravam positivas, novas perspectivas se abriram. Acumulavam-se ensinamentos sobre ensinamentos”, observa Nunes, ao se referir aos acertos do plano inicial e aos ajustes que passavam a fazer parte dele. Foram tão pontuais que levaram a um rebanho atual de 250 vacas em lactação, com média de 20 kg/dia e uma produção total de 5 mil litros, que ainda está longe de ser vista como meta estabilizada. No rebanho Girolando, predomina sangue 3/4 até 15/16, com aumento da presença de sangue Holandês mais puro e também de genética Jersey, inseminando matrizes mais férteis visando à maior produção de sólidos.
Ampliando o período de pastejo - “O gado europeu tem respondido bem ao sistema”, diz Nunes, observando que tal fato poderá redirecionar a genética na Santa Maria. Nesse sentido, favorece o fato de as vacas em lactação andarem muito pouco e disporem de pastagem farta e de alta qualidade. Mesmo assim, entende que pode imprimir maior eficiência na produção de volumosos, principalmente, na utilização da cana-de-açúcar, já que o corte tem sido um gargalo dentro do processo. “Se existem limitações na colheita mecanizada, na manual, há um grande desgaste ao se trabalhar com 10/12 t diariamente”, cita Nunes. Como saída, vê a redução do período de fornecimento de cana, ampliando-se o pastejo ao longo do ano. Como fazer isso? A resposta já está sendo dada desde o ano passado, com a irrigação dos piquetes de tifton. Hoje, a Fazenda Santa Maria dispõe de 50 ha de área irrigada, por sistema de malha, num projeto do prof. Luiz César Drummond, especialista na técnica. O abastecimento de água fica por conta de um riacho que atravessa a propriedade. A expectativa do produtor e do engenheiro agrônomo Fábio Correa, também da Rehagro, é de que, com o novo recurso se possa ampliar o período de pastejo em mais dois ou três meses. Na realidade, quer aproveitar os meses que ainda apresentam calor e boa luminosidade, amortizando assim o investimento, de R$ 5 mil/ha.
Sobre o uso da água, o produtor admite ainda estar na fase de aprendizado. Adota como preceito básico que o solo não pode secar, mesmo considerando que o tifton tenha raízes profundas. “Sem chuvas durante 20 dias, a ordem é irrigar”, costuma dizer. O sistema implantado na área de pasto exige 10 dias para irrigar de um extremo ao outro, lançando até 25 mm de água em função de uma maior economia, já que essa função, quando realizada à noite, goza de um desconto de 70% na tarifa de energia elétrica. Apesar de satisfeito com os primeiros resultados, não deixa de dizer que o sistema de malha é bem complicado para quem é ainda iniciante na técnica.
Segundo os cálculos do produtor, é possível assegurar no pasto irrigado uma ocupação de 4 vacas/ha no inverno, enquanto no verão chega a colocar até 17 vacas. Para preservar esse potencial ao máximo, Correa está estudando a incorporação de uma gramínea de inverno nas áreas de tifton, com a sobre-semeadura de aveia. A conseqüência dessa medida é elevar a produtividade por área – hoje, em 26 mil litros/ha/ano – para 33 mil litros/ha/ano até o final deste ano, mesmo que para isso precise ampliar a área reservada para pastejo. “É uma meta que vai nos levar ao limite da fazenda”, admite Nunes. Para viabilizar tal intenção, deverá transferir a recria para outra propriedade, a qual precisa ser adquirida ou arrendada, reservando à Santa Maria apenas o rebanho em produção. Se o projeto for concretizado como planeja, significará, em médio prazo, cerca de 400 a 450 vacas produzindo 45 mil litros/ha/ano, sem precisar comprar forragem. Além do pastejo mais intensivo, caberá também à cana uma melhor resposta. Para isso, a exploração dessa cultura, reformada em quase toda sua área, também irá dispor de irrigação.
O resultado das duas ações significará um salto de 100 para cerca de 180 t/ha/ano de cana. O plantio é da variedade precoce, sendo cortada e picada bem fina todos os dias. Meia hora depois, é fornecida no cocho, misturada a outras fontes de energia, minerais e proteínas. Cada vaca come em torno de 30 kg/dia de cana. “É uma dieta adotada sempre que os pastos se mostram insatisfatórios em termos de oferta e qualidade”, cita Nunes, observando que isso geralmente ocorre na sua região entre a segunda quinzena de abril e o final de outubro. No ano passado, foi obrigado a antecipar e estender o período, devido à seca que assolou o Estado.
Não perca a segunda parte dessa visita aonde serão abordados os temas: divisão de lotes, política de valorização de recursos humanos e cruzamentos que valorizam o sistema mamário!
Mais informações, na Fazenda Santa Maria do Brejo Alegre, pelos telefones: (31)8789-9396 e 3273-0777 ou pelo e-mail: brejoalegre@hotmail.com
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:: Comentários ::
josé eduardo - 15/09/2009 00:37
Produtor - Gado de Leite
gostaria de conhecer o sistema de produção da Fazenda Santa Maria
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ronaldo rodrigues -
Funcionário Empresa
Parabéns muito interessante o projeto quero conhecer.
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