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Ferramentas para avaliar a higiene da vaca, do úbere e do teto - Saiba como utilizá-las no controle da mastite ambiental.
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Artigos Técnicos
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Publicado em
24/11/2008
por
Nélio Camargos Prates; Graduando em Medicina Veterinária - Estagiário da Fazenda São João*
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Ferramentas para avaliar a higiene da vaca, do úbere e do teto
* Tradução do trabalho: A Tool Box for Assessing Cow, Udder and Teat Hygiene, disponível em: www.uwex.edu/uwmril/pdf/MilkMachine/Cleaning/07%20NMC%20Hygiene%20Toolbox%5B1%5D.pdf
Introdução
A infecção da glândula mamária com patógenos ambientais é o problema mais significativo na saúde do úbere enfrentado pela indústria leiteria na América do Norte. Há quarenta anos, Neave et al. (1966) já demonstravam que a taxa da infecção intra-mamária está relacionada com o número das bactérias a que a extremidade da teta está exposta, e diversos estudos fizeram associações entre a limpeza das vacas e a menor contagem de CCS no tanque de resfriamento (Bodoh et al ., 1976; Barkema et al., 1998; Barkema et al., 1999).
Bartlett et al.(1992) verificou que um índice de higiene ambiental, baseado na quantidade de matéria orgânica na vaca e em seu ambiente, era um preditor da ocorrência de mastite por coliformes. Ward et al.(2002) confirmou essas observações em um estudo realizado em quatro rebanhos, quando a incidência mais baixa de mastite ocorreu no rebanho onde a limpeza das vacas e das suas camas era mais satisfatória.
Apesar da modernização da indústria leiteira, nossa capacidade em manter as vacas limpas e reduzir a carga bacteriana na extremidade dos tetos melhorou pouco. Muitos projetos com o objetivo de aumentar o rebanho leiteiro não levaram em conta a necessidade de facilitar a remoção da matéria orgânica do ambiente. Aliado a isso, aumentou-se a pressão para que os ordenhadores melhorem cada vez mais o rendimento da sala de ordenha. A disponibilidade e o uso de materiais trabalharam de encontro ao progresso significativo nesta área. Além disso, há a falha gerencial em observar e documentar esses acontecimentos.
A verificação dos casos clínicos de mastite ambiental deve ser usada como uma caixa de ferramenta, que serve para comunicar o problema da contaminação ambiental ao proprietário do rebanho, de modo que as intervenções e melhorias possam ser feitas. Esta informação serve também para localizar suas fontes (fezes, camas), observar a sujidade da extremidade da teta e verificar possíveis falhas na sua higiene, causando a contaminação do leite e a infecção da glândula mamária.
As fontes predominantes de coliformes e de streptococcus ambientais (S.uberis, S.dysgalactiae, Enterococcus spp.) são fezes e camas. Se a limpeza das vacas for mantida e a contagem bacteriana (CCS) diminuída, teremos poucos problemas relacionados à mastite ambiental no rebanho. As ferramentas que temos para avaliar o grau de contaminação no ambiente são o escore de higiene das vacas, a cultura bacteriana, e a avaliação da contaminação na extremidade do teto.
Ferramentas para avaliar a contaminação do úbere.
Diversos métodos diferentes para avaliar a higiene do úbere foram descritos (Cook, 2002; Schreiner e Ruegg, 2003; Reneau et al., 2005) e alguns foram usados para provar que a higiene ineficaz resulta em problemas de saúde do úbere. Schreiner e Ruegg (2003) usaram um sistema avaliando o escore de sujidade do úbere na sua face caudal.
Figura 1. Descrição do grau de contaminação de 1250 vacas em 8 rebanhos. Após avaliar higiene do úbere, foi calculada a média de 22% de escore 3 e 4 e foi feita uma associação significativa entre a menor higiene do úbere e a aumento linear na prevalência da infecção intramamária da vaca com um patógeno ambiental. Nesse estudo, constatou-se que as vacas com o escore de sujidade de úbere 3 ou 4, tinham 1,5 vezes mais chances de se infectar quando comparadas com as de escore 1 ou 2. O estudo descreveu que, quando se compara isoladamente apenas o escore da sujidade da parte baixa do membro posterior da vaca (abaixo do jarrete), não se observa uma relação direta de maior sujidade com aumento de contaminação na glândula mamaria por um patógeno ambiental.
Figura 1. Planilha usada para avaliar o escore de sujidade do úbere das vacas. Original disponível no site abaixo:
http://www.uwex.edu/milkquality/PDF/UDDER%20HYGIENE%20CHART.pdf
Planilha para avaliar sujidade de úbere:
Fazenda: Data: Lote:
Escore da higiene do úbere em uma escala de 1 a 4 usando os critérios abaixo. Colocar um X no quadrado apropriado da tabela abaixo das figuras. Contar o número de quadrados marcados sob cada figura:
Úberes com escore 3 e 4 tem risco de mastite 1,5 vezes maior se comparados com os de escore 1 e 2.
Reneau et al. (2005) usaram um sistema mais complexo de escore, observado na figura 2 (modificada nessa versão) para avaliar a higiene em 1.093 vacas em 8 rebanhos. Foi demonstrada uma associação significativa entre a higiene do pé da vaca (abaixo do jarrete) e a do úbere.
Figura 2. Sistema de avaliação da higiene da vaca usado por Reneau et al., (2005) que serve para avaliar o grau de contaminação por matéria orgânica em 5 diferentes áreas usando uma escala de 5 pontos.
Embora essas ferramentas de avaliação de escore de higiene indiquem o grau de contaminação do animal, elas não relatam muito bem como ocorreu essa contaminação do úbere pelas fezes.
Há quatro mecanismos básicos de transferência de fezes ao úbere, e a importância de cada um difere com o tipo de instalação onde ficam os animais:
• Transferência direta: Normalmente as vacas encontram-se alojadas em galpões ou áreas sujas com suas fezes (ou às vezes em um corredor de trafego), onde as bactérias da matéria orgânica, são transferidas diretamente ao úbere (teto).
• Transferência pelo pé: Quando as vacas deslocam-se em um ambiente contaminado com fezes, essas acabam por respingar nas pernas e aderem-se aos seus pés. A contaminação dos tetos (úbere) ocorre quando o animal deita-se para descansar, pois nesse momento o úbere entrará em contato com o membro posterior.(Abe, 1999).
• Transferência pelo respingo: Ocorre quando as vacas deslocam-se em um ambiente onde há fezes em meio liquido (fezes+água). Ao movimentarem-se acabam por ocasionar deslocamento do liquido que chega em forma de respingos até ao úbere (tetos), contaminando-o.
• Transferência pela cauda: Em algumas situações, a cauda pode tornar-se muito contaminada com as bactérias presentes nas fezes do meio onde vive o animal, ocorrendo a transferência dessa matéria orgânica para as áreas caudal do úbere e do flanco. (Abe, 1999).
A avaliação do nível de contaminação de fezes no rebanho e o seu mecanismo de transferência ao úbere é uma ferramenta muito importante que pode ser usada na propriedade leiteira. Com este conhecimento, é possível realizar um estudo para que a forma e a fonte de contaminação sejam extintas ou amenizadas dentro do sistema.
É sugerido o uso de um sistema simplificado, avaliando a higiene em varias áreas do animal ao mesmo tempo (figura 3), observando o úbere, pés, pernas e a região superior do flanco das vacas, em uma escala 1 a 4. Para facilitar a interpretação do resultado, deve-se usar a porcentagem dos escores 3 e 4 que avaliar a média de higiene de todas as vacas.
Figura 3. Figura usada para avaliar o grau de contaminação por fezes (matéria orgânica) nas vacas, em uma escala de escore de higiene que varia de 1 a 4. As áreas observadas são pernas, pés, úbere e região em torno do flanco. A folha da contagem está disponível em:
http://www.vetmed.wisc.edu/dms/fapm/fapmtools/4hygiene/hygiene.pdf
Dados coletados 58 fazendas avaliando a higiene, mostraram que, em média, 19% dos úberes apresentaram escore de sujidade entre 3 e 4. Esses animais possuem um risco maior de infecção da glândula mamária se comparados com os escores menores. Embora os animais mantidos em tie stall apresentem a parte baixa dos membros posteriores e flancos mais limpos se comparados com os criados em sistemas de free stall, verifica-se que a transferência direta de fezes ao úbere, oriundas da superfície onde esses animais ficam deitados por até 22 horas por dia é o que mais ocorre. Em contrapartida, a região abaixo do jarrete das vacas mantidas em free stall é facilmente contaminada, elevando o risco de transferência de fezes ao úbere. Transferência pelo respingo ocorre muito nos corredores usados para manejar os animais. (água proveniente da limpeza do free stall)
Tabela 1. Avaliação da média e das 25% melhores fazendas em relação aos escores de higiene 3 e 4 para cada região anatômica posterior de vacas leiteiras abrigadas em 12 tie stall e 46 free sttal em Wisconsin.
São vários os fatores que colaboram para a contaminação das vacas de leite com fezes nas propriedades leiteiras. Alguns deles foram discutidos mais detalhadamente no estudo de Cook, 2004. É muito comum, por exemplo, verificar que vacas alojadas em camas de areia apresentam um escore de limpeza melhor que as alojadas em colchões de material orgânico (tabela 3). Isso pode ser devido ao efeito de limpeza da areia, à diferença no comportamento da vaca nos galpões com os dois tipos diferentes de superfície da cama, menos deslizamento do animal na de areia e menor transferência de fezes ao úbere devido à facilidade de absorção de líquidos pela cama de areia.
Tabela 3(adaptada). Os dados da tabela abaixo foram descritos por dois observadores ao acaso. Para isso foram utilizados 12 rebanhos (6 em cama de areia e 6 em cama de colchão), onde se observou no mínimo 20 vacas em cada rebanho.
Ferramentas para avaliar a contaminação da cama
Recentemente, com a disponibilidade comercial do serviço do laboratório de saúde do úbere da Universidade de Minnesota para avaliar quais os patógenos bacterianos encontrados, nas camas por meio de cultura, foi possível comparar a contaminação do material (areia, por exemplo) antes de ser colocado nas camas e depois de vários dias de uso. Nesse trabalho em questão, coletou-se 15 amostras (uma de cada cama) de material da parte mais suja da cama (entrada) em vários dias seguidos, fez-se uma mistura no último dia e foi enviado para o laboratório.
Em cada coleta o material deve ser colocado em sacos plásticos desinfetados ou estéreis e depois congelado. As recomendações da literatura sugerem que a contagem total das bactérias no material usado na cobertura da cama não deve exceder 1 milhão UFC/ml. Vale à pena ressaltar que, por experiência do autor, esse parâmetro parece ser mais válido em camas onde a cobertura é feita por algum material orgânico (capim, por exemplo), esperando então uma contagem menor em camas ondeo material usado é a areia.
A tabela 4 mostra as médias, as 25% melhores, e as 25 piores contagens para coliformes e streptococcus em 82 amostras de camas com cobertura de areia coletada em 23 fazendas. Após obter o resultado das contagens bacterianas, concluiu-se que o risco de mastite causada por Coliformes não era muito relevante, mas a causada por streptococcus era um problema eminente.
Na verdade, nesses 23 rebanhos, as chances de ocorrem mastites causadas por patógenos gram negativos é de 75% em média e o agente que contribui com maior porcentagem, é com certeza o streptococcus.
Tabela 4. Contagens para coliformes e streptococcus para 82 amostras de camas com cobertura de areia coletadas em 23 fazendas.
Os limiares utilizados pelo autor diferem de dados publicados. Temos encontrado problemas significativos de mastite com gram negativos (Klebsiella spp em particular) e em uma contagem de coliformes de 100.000 UFC/ml, e estamos usando este parâmetro para intervir no material da cama. Vale ainda à pena ressaltar que no período frio do inverno, usamos como parâmetro contagens mais baixas que essa. As contagens de streptococcus na areia raramente são mantidas abaixo de 1.000.000 UFC /ml, e contagens mais elevadas indicam geralmente uma demora na reposição das camas. Podemos manter a contagem mais baixa aumentando a taxa de reposição da areia das camas.
Melhorou-se com sucesso a taxa de mastite clínica e CCS removendo a areia contaminada da cama e passando a usar uma areia mais grossa ao invés da fina (COOK, 2006). As 1314 vacas leiteiras mostradas na Figura 4 apresentavam elevadas taxas de casos clínicos com patógenos gram-negativos no verão de 2002. Após a remoção e substituição da areia, essa taxa foi reduzida pela metade em 2 meses e retornou aos níveis normais após 6 meses.
Figura 4. Mostra 25% dos casos de mastite clínica por mês, antes e depois da remoção da areia em novembro de 2002, de uma criação em free stalls com 1314 vacas de leite.
Em fevereiro de 2006, foram vistadas1400 vacas leiteiras criadas em galpões onde as camas estavam com a areia muito suja e compactada. A areia foi removida e substituída com uma areia lavada e grossa. Não somente o conforto das vacas melhorou, mas a quantidade de tratamentos clínicos e contagem de CCS no tanque foram reduzidos pela metade em apenas 1 mês . Nestes rebanhos, após manter as contagens de coliformes das camas próximo a 10.000 UFC/ml observou-se muito poucos casos clínicos de mastite por gram-negativos.
Figura 5. Resposta de 1400 vacas leiteiras para contagem de CCS após remoção e substituição da areia muito suja e compactada das camas, por uma areia mais limpa e grossa.
As correlações entre contagens (UFC) da cama e a contaminação do fim da teta foram feitas (Zdanowicz et al., 2004) e confirmam que as contagens são geralmente mais elevadas para camas com material orgânico do que as com areia. A correlação entre as contagens estreptocócicas nas camas de areia e nas tetas é baixa (r=0.28, P=0.06), quando comparadas àquelas para Klebsiella spp (r=0.40, P<0.05). Contudo, mais pesquisas são necessárias para compreender inteiramente os mecanismos de transferência de grupos diferentes de patógenos da cama para o úbere. De qualquer forma, estes estudos mostram que melhorias na higiene do local onde ficam as vacas leiteiras, diminuem as chances de infecções da glândula mamaria, pois há uma queda na quantidade de patógenos ambientais, diminuindo o desafio a que esses animais são submetidos.
Ferramentas para avaliar a contaminação do teto
A higiene da teta pelo ordenhador antes do inicio do processo de ordenha é mui to importante, pois evita que possíveis agentes infecciosos penetrem para o seu interior durante esse processo. O pré dipping bem realizado pode diminuir a carga de bactérias presentes na superfície do teto em até 75% (Ruegg et al., 2000; Galton et al., 1984; Galton et al., 1986). O pré dipping foi associado a um índice reduzido de patógenos no leite (Hassan et al., 1999) e mostrou ser eficaz no controle dos patógenos ambientais (Pankey, et al, 1987; Ruegg and Dohoo, 1997).Houve redução no número de microorganismo na superfície dos tetos após a sua secagem precedida de limpeza com água, mas essa redução foi muito maior quando usou-se uma substancia desinfetante (Brito et al., 2000).
A maioria dos desinfetantes necessita de um tempo mínimo de 20 a 30 segundos de contato com a superfície do teto para que se tenha uma redução de patógenos satisfatória. Caso seja necessário lavar os tetos para retirar o excesso de matéria orgânica, deve-se proceder da seguinte forma:
1) somente os tetos devem ser lavados;
2) usar a menor quantidade possível de água;
3) secar completamente os tetos (Rasmussen, 2000).
É muito importante a secagem do teto após o pré dipping. A secagem feita com ar não substitui satisfatoriamente a secagem manual com um pano individual ou um papel toalha.
A lavagem dos tetos com água favorece o carreamento de patógenos para o seu interior.As toalhas de pano são mais eficazes do que as de papel em remover de patógenos do teto, afirmou Rasmussen et al. (1991). Quando as toalhas de pano são usadas, devem ser lavadas com água muito quente com alvejante e a secagem feita em alta temperatura em um secador automático (Fox, 1997).
As ferramentas de que dispomos para determinar o grau de contaminação no final do teto são a coleta de material no tanque de um determinado número de animais (amostra) para cultura ou a realização de um swab na porção final do teto.
Cultura de uma amostra única de vários animais
Muitas fazendas da América do Norte submetem rotineiramente amostras do tanque a exames laboratoriais para identificação de patógenos. O resultado serve para monitorar a presença de vários patógenos infecciosos (Mycoplasma, S.aureus e S.agalactiae), além dos ambientais como coliformes e streptococcus.
Infelizmente, quando ocorrem contagens elevadas de bactérias ambientais no tanque, a interpretação torna-se difícil e conclusões erradas são feitas freqüentemente. Em termos simples, os coliformes e os streptococcus do tanque na maioria das vezes, originam-se de três fontes:infecções das vacas, contaminação do úbere/teto pelas fezes presentes nas camas ou do próprio equipamento de ordenha. Contagens elevadas de coliformes não significam automaticamente que os ordenhadores não estão realizando o pré dipping de forma correta.
Freqüentemente quando se faz a realização de 3 coletas consecutivas de um determinado grupo de vacas (amostra) para realização de CCS e essa contagem encontra-se maior que 200.000/ml, é comum encontrar animais portadores crônicos de patógenos ambientais como Klebsiella spp e S.dysgalactiae que são responsáveis por aumentar muito a contagem bacteriana no tanque.
Rebanhos alojados em camas de areia apresentam tipicamente níveis muito elevados de streptococcus no tanque. Essa contagem no tanque aumenta ainda mais se parte da areia da cama presente no úbere (teto) for carreada para dentro do tanque durante a ordenha. Normalmente, quando se usa uma toalha para retirar essa areia proveniente da cama dos animais, reduz-se drasticamente a contagem de streptococcus no leite do tanque.
Apesar das dificuldades na interpretação, a amostra de leite do tanque de grupos de vacas dentro do rebanho pode ser usada para ajudar a monitorar higiene das seguintes maneiras:
• Deve-se identificar no rebanho após as coletas, qual o grupo de animal que apresenta menor contagem de patógenos ambientais, como coliformes e Streptococcus, para que se saiba qual será o menor nível possível que se pode chegar nessa propriedade, após os procedimentos de ordenha.
• Após ter-se o nível mínimo de contagem já estipulado, deve-se coletar algumas amostras (pode ser feito por lote) durante a permanência dos ordenhadores em cada turno de ordenha para se avaliar o quanto está se afastando do nível estipulado.
• No grupo de animais onde ocorrer desvios do padrão muito significativos, realiza-se uma coleta individual em cada animal, para se detectar vacas consideradas problemas. Deve-se durante todo o processo avaliar visualmente a preparação do teto (pré dipping) pelo ordenhador.
Depois de estabelecido o padrão de contagem bacteriana esperada no tanque e seguido os passos acima, a próximas coletas podem servir para avaliar a qualidade do pré dipping.
Avaliações visuais da contaminação
Deve-se avaliar visualmente a contaminação através da sujidade do filtro que fica, normalmente, pouco antes do leite chegar ao tanque de resfriamento, tendo-se, a partir disso, uma idéia de como está a higiene dos tetos. É também possível coletar amostras do material presente nesse filtro e submetê-las à avaliação laboratorial para saber quais as principais bactérias presentes nos tetos.
Para verificar a eficácia da limpeza e secagem dos tetos, pode-se fazer um swab na sua extremidade distal (fim do teto). O swabé feito logo após a secagem do teto pelo ordenhador. Caso o swab permaneça limpo, conclui-se que a higiene do teto está adequada; caso fique sujo e molhado, a preparação do teto antes da ordenha deve ser melhorada (figura 6).
Esta técnica pode ser usada em um pequeno número de vacas (amostra), mas deve ser feita de forma que o ordenhador siga sua rotina de pré dipping, pois ele pode agir de forma diferente no dia da avaliação, fazendo com que o resultado seja muito diferente do real.
Figura 6. Avaliação do escore de sujidade da extremidade do teto, através de um swab, realizado logo após o pré dipping e secagem do teto pelo ordenhador.
ESCORE DE LIMPEZA DO TETO
ESCORE 1: Limpo, sem matéria orgânica, sem sujeira e seco ESCORE 2: Molhado, sem matéria orgãnica ou sujeira ESCORE 3: Pouca sujeira e matéria orgânica presente ESCORE 4: Uma quantidade maior de sujeira e matéria orgãnica presente Nº de tetas com escore 1._______ Nº de tetas com escore 2._______ Nº de tetas com escore 3._______ Nº de tetas com escore 4._______
• TETAS COM SCORE 3 e 4 TEM MAIOR RISCO DE MASTITE SE COMPARADAS COM AS DE SCORE 1 e 2. (Avaliar resultado pela porcentagem media de escores 3 e 4)
Conclusões
Armados com algumas das ferramentas aqui descritas é possível determinar o tamanho da contaminação e as causas da mesma. Avaliando o material das camas como um risco para a contaminação, determinando a eficácia das preparações para pré-dipping e monitorando as fontes de contaminação do tanque de resfriamento com patógenos ambientais, intervenções podem ser feitas na maioria das áreas da fazenda e o progresso pode ser acompanhado.

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:: Comentários ::
José Rovilson Carvalho -
Funcionário Empresa
É sabido que a mastite é o grande problema na produção de leite de qualidade,como também um desafio para nós da Extensão Rural, porém os artigos desta tão conceituada empresa, tem nos subsidiado muito em nosso trabalho do dia-a-dia.
Meus agradecimentos.
Rovilson
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Josilene Moraes Costa -
Consultor Técnico
Muito interessante o artigo e com este chegamos a conclusão que mesmo com tantas pesquisas comprovando a importância das boas práticas no ato da ordenha e do ordenhador, são coisas simples do dia-a-dia, basta aplicar e se isso acontecesse com maior frquência diminuiria e muito casos de contaminação no produto.
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Luiz Henrique -
Consultor Técnico
Muito bom esse artigo.
É desses artigos, baseados em pesquisas, que nós, consultores do Agronegócio, presisamos para que cada vez mais possamos levar para nossos clientes.
Obrigado Rehagro.
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Wilson Mendes Ruas - 16/12/2008 15:14
Produtor - Gado de Leite
A mastite é o terror do produtor de leite. Este artigo é de suma importância para nós produtores de leite. O desafio é gigatesco. Vejo que a forma de enfrentá-lo com mais eficácia é difundindo e implementando as boas práticas em nossas fazendas.
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MVP REPRESENTAÇÕES - 19/07/2009 10:30
Representante Comercial
É de grande importância esta transferencia de informação para que possamos transmitir ao nosso produtor a forma correta de higiene na ordenha.
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Pablo França - 27/05/2010 16:25
Estudante
Parabens pelo artigo!
Esclareceu algumas dúvidas importantes que tinha sobre o assunto!
Muito bom.
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Escreva aqui o seu comentário sobre o artigo. Ele é muito importante para gerar discussões produtivas sobre o assunto. Contribua!
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