Turma em aula no auditório da Agronomia da UPF com a disciplina de Gestão da Qualidade do Leite e Mastite |
Pós-graduação em Pecuária Leiteira oferecida pela UPF em parceria com a ReHAgro garante informações diferenciadas de gestão na cadeia do leite.
Com a atual seca que assola principalmente quem vive do campo no Rio Grande do Sul, o conhecimento passa a ser uma potente ferramenta para combater os problemas causados pela falta de água. O setor leiteiro é um dos que sofre com a escassez de chuva. Sem alimento, o gado reduz a produção. Mas isso acontece de uma maneira bem mais branda na propriedade, em Coxilha, do produtor rural Fernando Stedile.
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| Com uma produção já alta em relação a média estadual de 8,5 litros de leite por animal diariamente, o rebanho de Stedile produz em períodos normais 30 litros diários. A seca provocou uma redução de apenas 10%, ou seja, de três litros. Isso se deve à gestão qualificada empregada na fazenda. “Guardamos alimento para épocas de dificuldade”, frisa Stedile. Mesmo tendo essa qualidade no gerenciamento da propriedade, ele está se aprimorando ainda mais sobre a produção leiteira. Stedile é um dos 32 alunos do curso de especialização em Pecuária Leiteira, oferecido pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e a empresa mineira Recursos Humanos no Agronegócio (ReHAgro). “Esse curso é sempre oferecido em Minas Gerais e São Paulo, por isso não podia perder essa oportunidade de ter aula com pessoas que têm uma carga de conhecimento muito grande e que trabalham exclusivamente com isso”, pontua Stedile.
Segundo ele, a produção de leite é uma atividade extremamente técnica. “Nunca vamos saber tudo o que precisamos, então trocamos muitas ideias e experiências com os próprios colegas e com isso conseguimos ganhar mais produtividade”, destaca. Com o curso iniciado em setembro e previsão de encerramento em um ano, Stedile afirma que já tem resultados práticos na fazenda aplicando o que foi aprendido na especialização. “Pretendemos aumentar ainda mais a produção com esses ensinamentos”, conclui o produtor.
Qualificação é fundamental
Conforme o coordenador do curso pela ReHAgro, Euler Rabelo, a cadeia do leite está evoluindo bastante. “Ela está cada vez mais agregando tecnologia e está requerendo um técnico mais gabaritado, que tenha uma visão mais profunda sobre o negócio leite. Esse curso tem o objetivo de fornecer esse serviço para pessoas que querem se aprofundar sobre o negócio, com uma visão gerencial e administrativa da atividade dentro da propriedade rural”.
Rabelo afirma que as dificuldades enfrentadas em períodos de seca são menores para quem se prepara. “Produtores que planejaram a atividade, neste momento de crise com a seca agora, com a dificuldade de produção de forragem na fazenda, não estão tendo problema e não estão com a rentabilidade comprometida”, garante Rabelo.
Segundo o coordenador da especialização pela UPF, professor Carlos Bondan, o curso é uma necessidade percebida junto aos egressos e também aos profissionais que atuam no setor leiteiro. “Não basta produzirmos leite, temos que produzir leite com qualidade e quando se fala nisso precisamos ter uma boa gestão da propriedade, o que significa manejo produtivo e sanitário com os animais”, salienta Bondan. Ainda conforme ele, essa qualificação também garante menos problemas com a seca. “Se gerencia melhor os recursos naturais, o solo, a água, o alimento e os animais”, finaliza Bondan.
Para quem se interessar na especialização, a UPF oferecerá a segunda turma de pós-graduação em Pecuária Leiteira no próximo mês de setembro. Antes disso, em julho abrem as inscrições para a especialização em Nutrição de Gado de Leite, também em parceria com a ReHAgro. As inscrições deverão ser realizadas pelo site www.rehagro.com.br
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