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Leia o artigo "Adoção de práticas que auxiliam no controle da mastite e na melhoria da qualidade do leite" e conheça a novidade que o ReHAgro tem para você!
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Artigos Técnicos
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Publicado em
15/07/2009
por
Patrícia Vieira Maia - médica veterinária, especialista em pecuária leiteira, integrante do núcleo de qualidade do leite ReHAgro
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Baseado na necessidade de avanços na melhoria da qualidade do leite no Brasil e na importância de efetivamente controlar a ocorrência de mastite em vacas leiteiras, o ReHAgro criou o Núcleo de Qualidade do Leite. Formado por profissionais com grande embasamento teórico e experiência em fazendas, o Núcleo tem como objetivo aumentar o retorno econômico da atividade leiteira por meio da melhoria da qualidade do leite e da promoção da saúde da glândula mamária do rebanho.
A mastite é um fator determinante na qualidade do leite e muito importante sob o ponto de vista econômico, por aumentar os custos de produção e diminuir a produtividade. Redução na produção de leite, descarte do leite, aumento da necessidade de reposição de matrizes, decréscimo no valor de venda dos animais, custos com assistência veterinária, medicamentos e aumento da necessidade de mão-de-obra são alguns fatores que determinam as perdas econômicas ocasionadas pela mastite.
A qualidade de leite é questão primordial para assegurar uma maior inserção do setor leiteiro brasileiro no mercado internacional, ampliar as possibilidades de desenvolvimento e das atividades comerciais no mercado interno, beneficiando todos os elos da cadeia produtiva – produtor, indústria e consumidor final.
Devido à relevância deste problema, a adoção de práticas que auxiliem no controle da mastite e na melhoria da qualidade do leite é de fundamental importância. Segue abaixo algumas ações para alcançar a produção de leite com elevada qualidade:
1- Higiene e conforto no ambiente de permanência dos animais
O local de permanência dos animais deve ser o mais limpo e confortável possível, reduzindo a chance do animal se infectar no intervalo das ordenhas. O ambiente onde as vacas permanecem entre as ordenhas tem impacto direto sobre a rotina de ordenha e a qualidade do leite.
2- Adequada rotina de ordenha No momento da ordenha, as vacas devem se apresentar com as tetas limpas e secas. Para realizar da ordenha de forma efetiva e evitar a contaminação da glândula mamária, é primordial que os tetos estejam secos e muito limpos. A rotina inicia com o teste da caneca de fundo escuro, objetivando a observação de grumos no leite e possibilitando o diagnóstico precoce de mastite clínica. O passo seguinte é a imersão dos tetos em solução desinfetante, pré-dipping, seguido de secagem dos tetos com papel toalha descartável. Esta ação visa reduzir a incidência de patógenos ambientais que estão aderidos à parte externa do teto e que poderiam penetrar na glândula durante a ordenha. As teteiras são acopladas e, após a ordenha completa, devem ser retiradas e os tetos passarão por uma nova imersão em solução desinfetante, o pós-dipping. Essa última etapa visa eliminar agentes de mastite contagiosa que são transmitidos de animais infectados para sadios durante a ordenha por meio do equipamento e das mãos dos ordenhadores.
3- Bom funcionamento dos equipamentos de ordenha O aumento da ocorrência de mastite pode estar associado diretamente ao mau funcionamento do equipamento de ordenha e ao desrespeito aos procedimentos básicos na limpeza dos mesmos.
O equipamento de ordenha pode estar ligado à ocorrência de mastite pelos seguintes motivos: facilidade de transferência de bactérias entre as vacas durante a ordenha, principalmente em teteiras velhas e desgastadas, que desenvolvem rachaduras, facilitando a colonização e manutenção de patógenos; aumento de lesões na pele e extremidade do teto por sobreordenha (permanência das teteiras no teto após o término do fluxo de leite) ou má regulagem do nível de vácuo; aumento da entrada de bactérias no teto pelo refluxo de leite em casos de flutuações intensas de vácuo.
4- Tratamento imediato de casos clínicos
Após a detecção de mastite clínica no teste da caneca de fundo escuro, o animal deve ser tratado o mais rápido possível. Quanto mais precoce for o início do tratamento, maior a chance de cura.
5- Tratamento de vacas secas
É fundamental o tratamento de todos os quartos à secagem com um produto especialmente formulado para tratamento de vacas secas. Deve ser realizado em todos os animais. Previne contra a ocorrência de novas infecções durante o período seco e aumenta a taxa de cura de infecções remanescentes da lactação. Deve ser realizado após a última ordenha da lactação, em todos os quartos mamários, utilizando o antibiótico específico, de longa ação na glândula mamária.
6- Segregação e descarte de vacas cronicamente infectadas
Os animais que apresentarem mastite crônica devem ser segregados ou descartados. Estes são fontes de infecção e devem permanecer separados, sendo ordenhados por último. É aconselhável analisar a possibilidade de descarte, o mais rapidamente possível. Se os animais em questão são mais velhos, apresentando outros problemas, como por exemplo, de locomoção ou reprodução, é recomendado descartá-los imediatamente.
7- Capacitação das pessoas envolvidas na produção de leite
Os ordenhadores são a peça chave para o sucesso deste desafio, que é o controle da mastite e a produção de leite com alta qualidade. A rotina de trabalho de um operador de ordenha talvez seja a mais difícil e desgastante dentro de um sistema de produção de leite, fator agravado pela falta de treinamento adequado, longas jornadas de trabalho e condições precárias para realização da rotina de ordenha. Tais desafios não devem servir de argumento para justificar o manejo de ordenha realizado de forma inadequada, mas sim como ponto de reflexão sobre a importância do ordenhador dentro do sistema de produção de leite, enfatizando a importância do treinamento, motivação, monitoramento e reciclagem da mão-de-obra responsável.
Em programas de controle de mastite, um foco especial deve ser direcionado aos recursos humanos, priorizando o treinamento e reciclagem técnica periódicas, identificação de fatores que solidifiquem a conscientização e despertem a motivação pela obtenção do leite nos padrões exigidos de qualidade. A mesma importância deverá ser dada a capacitação dos proprietários, gerentes das propriedades e outros que estejam envolvidos na produção de leite com elevada qualidade. A constante reciclagem e capacitação dos médicos veterinários são de fundamental importância para toda a cadeia produtora de leite.
Clique aqui e conheça melhor o Núcleo de Qualidade do Leite e encontre soluções adequadas à sua realidade!

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:: Comentários ::
Renata - 16/07/2009 20:20
Estudante
É um artigo de extrema importância para produtores da cadeia leiteira, de fácil entendimento, é muito bom saber que temos um site de informação para todas as classes. A mastite é uma doença de fácil identificação e cura, porém poucos produtores se interessam pelo caso...
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Paulo Henrique Misael Teodoro - 20/07/2009 15:50
Funcionário Empresa
Gostaria de receber informações sobre cursos de graduação de zootécnia e agropecuária à distância.
Att.
Paulo Henrique
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Sandra Falci - 23/07/2009 17:12
Funcionário Empresa
Parabéns pela publicação Patrícia! Tenho certeza que o Núcleo seguirá tendo sucesso! Sugiro que escrevam sobre as ações que devem ser tomadas baseadas nos diferentes patógenos que infectam as vacas (cultivo individual do leite das vacas).
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