Os aspectos técnicos inseridos no processo de gestão de uma empresa, seja ela do meio rural ou urbano, são de extrema importância e sempre serão foco de muita atenção por parte de todos. Isto ocorre porque o “como fazer as coisas” define muito do quanto estas custarão; do como e quanto elas serão aceitas e absorvidas pelo mercado; do seu rendimento e produtividade; etc.
Em meio a enorme diversidade de atividades (processos) presentes no dia a dia das empresas, o volume de informações existentes se torna ilimitado e, continuamente, corre o risco de se tornar obsoleto como acontece muito freqüentemente no segmento de informática e afins. Os equipamentos e máquinas que chegam ao mercado todos os dias, no mundo todo, atendem com bastante eficiência as necessidades dos mais diversos setores e, no meio agropecuário, não é diferente, abrangendo desde o processo de produção até os processos finais de beneficiamento, estocagem, processamento, distribuição e consumo dos produtos/ subprodutos pelo mercado.
No Brasil e em qualquer lugar no mundo, encontraremos empresas dos mais diversos tipos, como S.A, sociedades de capital aberto, empresas públicas, aquelas do tipo de gestão familiar, enfim, os mais diferentes tipos de realidades que se possa imaginar e todas têm uma característica em comum: funcionam através de pessoas que direta e indiretamente atuam e fazem parte da vida destas organizações. “As pessoas nascem, crescem, reproduzem e morrem” e a vida toma conta de definir algumas regras que norteiam os passos e atitudes de todos nós nesse trajeto.
Se pararmos para pensar no volume de informações informais que recebemos diariamente (nas ruas, nas igrejas, nas escolas, no trabalho) e que afetam nosso modo de pensar e agir frente às mais diversas situações, podemos repensar e redefinir esses “modelos mentais” presentes na nossa vida de maneira tão marcante. Por muitas vezes já nos pegamos pensando em treinamento de pessoas e avaliando o quanto estas precisam aprender sobre o manejo; sobre as instalações; sobre o uso de máquinas e equipamentos; dentre outros e quase nunca nos pegamos pensando em treinar as habilidades e características mais básicas do ser humano como: comunicação, relacionamentos interpessoais, etc. Naquele modelo de ciclo da vida citado acima, podemos incluir aspectos de como fazer tudo isso, porém deixando esse mundo melhor do que quando o recebemos quando nascemos. Para isso, precisamos lidar de maneira mais humana quando nos relacionamos uns com os outros, respeitando as diferenças, cultivando relacionamentos, sonhando juntos , nos “aprendendo” e nos “auto-conhecendo”.
Vale lembrar que o auto-conhecimento só é possível através da nossa interação com “o outro”, o qual nos faz conhecer através dos feedbacks transmitidos (comentários sobre como somos ou estamos, e sobre como nossos comportamentos o estão afetando). Na verdade, muitos dos problemas e dificuldades encontrados nas empresas nascem nos mais simples e minúsculos momentos das relações interpessoais, quando seria bem mais fácil bloqueá-los e nos poupar das famosas dores de cabeça, tão comuns no dia-a-dia. Treinar pessoas significa desenvolver habilidades humanas básicas necessárias para nosso bom relacionamento interpessoal, para o bom desempenho de nossas tarefas e serviços, permitindo que possamos nos sentir felizes e realizados, satisfeitos com os outros e conosco mesmos; ao contrário da imensa insatisfação e estresse que percebemos na maioria das vezes. É como se, antes de sermos técnicos, gerentes, trabalhadores, precisássemos aprender a ser gente. Pense nisso !!!