
A fazenda Samambaia é uma propriedade que tem como principal atividade a cafeicultura. É assistida pelo ReHAgro desde 2005. Tem como objetivo aproveitar o clima excelente da região que se localiza, com áreas mecanizadas proporcionando um menor custo de produção de um café de qualidade com mão de obra qualificada e controle de dados transformados em informações para tomada de decisões da fazenda. Conheça um pouco mais sobre esse modelo de sucesso na matéria abaixo.
- Histórico:
A Fazenda Samambaia faz parte da história da família Cambraia
em Santo Antônio do Amparo/MG – Sul de Minas. A propriedade
vem passando de geração para geração desde
1896, quando a família se iniciou na atividade cafeeira.

Desde o final da década de 80, o médico José Nominato
Santos Cambraia, passou a dedicar maior tempo à fazenda, o que
aumentou o foco da propriedade em ferramentas de gestão. Em 1993,
Henrique Dias Cambraia, um de seus 3 filhos, assumiu a administração
da fazenda. A fazenda Samambaia está na 4ª geração
e sempre produzindo cafés de alta qualidade.
Em 2000, Henrique Cambraia mudou-se para fora do país, surgindo
então à necessidade de se planejar melhor as atividades
da fazenda.
Com o retorno do empresário em 2002, o mercado de exportação
dos cafés especiais diretamente a torradores passou a ser almejado.
Isto foi fortemente impulsionado uma vez que a fazenda teve em 2000 e
2001 lotes de cafés vencedores em um concurso internacional e foram
comprados por torradores da Noruega em 2000, e do Japão em 2001.
Além disso, em 2004 a fazenda recebeu o Certificado da Associação
Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e em 2005 a fazenda recebeu
a certificação de responsabilidade social UTZKAPEH.
Nesse momento, iniciou-se uma visão mais empresarial da atividade
e a necessidade de maior profissionalização.
Em 2004, com a opção dos proprietários em expandir
a área de plantação do café, buscou-se a assistência
técnica do ReHAgro.
- A Fazenda:
A Fazenda Samambaia está localizada em Santo Antônio do
Amparo/MG e tem como principal atividade a cafeicultura, inicialmente
com uma área de 90 hectares. O perfil do solo é uma mescla
de cerrado e cultura, típico da região. A altitude média
é de 1000 metros com chuvas bem distribuídas entre os meses
de setembro a março, com predominância de invernos secos.
As temperaturas na época de verão ficam na média
de 25 graus, caindo para 18 graus na estação seca.
A região possui condições (solo, clima e altitude)
extremamente desejáveis e necessários para produção
de café de qualidade com altas produtividades e sem irrigação,
com áreas de boa topografia para mecanização.

Visão do cafeeiro
Na Fazenda existem 7 variedades de café: Bourbon amarelo, Catuaí
vermelho, Topázio, Acaiá, Mundo novo, Catucaí amarelo
e Obatã.
- O Projeto
O projeto da Fazenda Samambaia é algo desafiador e inovador em
fazendas de café. A idéia é criar um modelo de gestão
com base em recursos humanos para cafeicultura.
O projeto visa uma grande área de produção com grande
volume e alta lucratividade, mecanização da colheita, qualidade
de mão de obra, gestão financeira e econômica, manejo
sustentável do solo e alto padrão de qualidade do café
produzido.

Mecanização da área
Os técnicos do ReHAgro envolvidos no projeto são: Como
coordenador do projeto, Fábio Corrêa, engenheiro agrônomo
e diretor do ReHAgro; Daniel Veiga, engenheiro agrônomo; Diego Palucci,
médico veterinário atuando na área de custos de produção;
e Marcelo Cabral, médico veterinário especialista em Recursos
Humanos. A fazenda conta também com a consultoria de Gladyston
de Carvalho, Engenheiro Agrônomo da EPAMIG e Josué Pereira
de Figueiredo, engenheiro agrônomo do Ministério da Agricultura
(antigo IBC).
- Assistência Técnica ReHAgro
A assistência técnica do ReHAgro se iniciou em julho de
2005, quando foi dado início ao projeto.
Em 2005 a fazenda possuía 85 hectares de cafés em produção,
sendo que o projeto objetiva atingir até 2009, 500 hectares de
café plantados com alto índice de mecanização.
A consultoria ReHAgro tem como pilares: implementação de
uma metodologia eficiente de controle econômico/financeiro, capacitação
contínua de recursos humanos, construção da fertilidade
do solo e implementação da gestão por diretrizes
e processos.
- Itens desenvolvidos no projeto
Visão de futuro – foi traçado o
norte do projeto, detalhando cada etapa a ser cumprida anualmente;
Planejamento estratégico – processo pelo
qual decidimos as ações que a empresa adotará no
futuro, visando alcançar as metas pré-estipuladas;
Gestão por processos – visando determinar
o fluxo de cada atividade, com definição clara de clientes
e fornecedores internos e externos, e principalmente, a detecção
de gargalos, buscando a melhoria constante;
Confecção da agenda – buscando o
aproveitamento máximo dos recursos disponíveis (insumos,
mão de obra, máquinas e implementos);
Padronização das atividades – buscando
preservar aquilo que deu certo e com aprimoramento constante (PDCA).`
- Objetivo Final
Ter uma fazenda competitiva e padronizada, com ações programadas,
cumprindo cada etapa do planejamento estratégico e operacional.
Dentro do planejamento econômico/financeiro a fazenda trabalha
com um planejamento de safra até o ano de 2017, que envolve o conceito
de custos por glebas. Com isso a fazenda pode fazer um planejamento estratégico
de todas as suas atividades.
Além disso, a fazenda passou a ser acompanhada semanalmente pelo
engenheiro agrônomo Daniel Veiga, que concentra a inteligência
do processo produtivo, financeiro e econômico da empresa. Uma de
suas atividades é a criação de uma agenda semanal
definindo as atividades dos funcionários e máquinas. Essa
agenda é dividida de acordo com o clima, pois as atividades a serem
desenvolvidas estão diretamente dependentes da condição
climática. Assim, de acordo com as condições climáticas
do dia, define-se com eficiência as atividades a serem executadas,
de forma que não tenha mão de obra parada na fazenda.
Diego Palucci atua operacionalizando a coleta e processamento dos dados,
transformando esses dados em informações. Confecciona relatórios
objetivos, práticos e claros para os proprietários e gestor.
Na parte operacional houve a definição de cargos e salários
com o auxílio do Marcelo Cabral e Daniel Veiga. É feito
um treinamento mensal de recursos humanos, com criação de
rotinas, programas de treinamento e motivação da equipe.
Atualmente a fazenda conta com 35 funcionários permanentes, chegando
a quase 200 no período de safra. A fazenda acredita que na capacitação
técnica e pessoal dos funcionários estará a sustentabilidade
do projeto. A idéia desse treinamento é formar uma equipe
fixa altamente técnica e comprometida, capaz de gerar lavouras
bem cuidadas e em equilíbrio pleno.

Viveiro de café

Visão do cafeeiro com 1 ano e 1 mês
Na parte técnica, foi proposta a melhoria da fertilidade do solo
para a plantação de café. Assim, foi feito o mapeamento
da fertilidade do solo de todas as áreas a serem plantadas. Em
seguida, foram feitas as correções na busca da construção
da fertilidade do solo. As diferenças podem ser observadas no desenvolvimento
das plantas e na sustentabilidade do solo entre as áreas com e
sem correção de solo (ver foto abaixo). Nesta área
a equipe ReHAgro conta com a supervisão do engenheiro agrônomo
Silvino Moreira.

Diferença observada nas áreas com e sem correção
de solo.
O “manejo do mato” foi uma das estratégias utilizadas
tanto para o fornecimento de matéria orgânica, como também
é uma forma de quebra-vento para o café novo, que é
necessária devido à altitude elevada do local.
De acordo com Henrique Cambraia, as vantagens de se ter uma fazenda controlada
são muitas. “Com os números nas mãos, fica
muito mais fácil e claro tomar decisões, fazer previsões
e comparações com resultados anteriores”, ressalta.
“O cronograma de atividades permite a alocação dos
funcionários baseado nos recursos disponíveis, o que é
bastante benéfico”, completa ele.

Para maiores informações sobre a Fazenda Samambaia, entre
em contato conosco pelo email rehagro@rehagro.com.br, pelo telefone (31)
3264-0312 ou pelo site www.cambraiacafes.com.br
|