Fazenda Santa Maria do Brejo Alegre
 

Um sistema de produção de leite capaz de gerar faturamento 7 vezes maior que a soja !!!!!

  • Proprietário: Dr Pedro Luiz Nunes
  • Localização: Itaúna/MG
  • Área Total: 112 ha
  • Área de reserva e benfeitorias: 37 ha
  • Área útil: 75 ha

A história da Fazenda Santa Maria como produtora de leite começou com a criação de animais puros da raça holandesa. O sistema de produção era de confinamento total utilizando silagem de milho como forrageira. A fazenda não possuía instalações para o abrigo dos animais, sendo estes mantidos em piquetes. A falta de instalações adequadas trouxe problemas para a fazenda, principalmente com mastite e falta de conforto para os animais. O resultado foi queda na produtividade e desempenho econômico ruim.

Segundo o Sr. Pedro Luiz Nunes: "Iniciado por desejo pessoal de ser produtor de leite, optando por rebanho holandês, talvez por ser o gado da moda, e agradar-me, a execução se deu com idéias fragmentadas de técnicos e leigos. Implantado, o projeto mostrou-se bastante deficitário, transformando sonho em pesadelo."

Após algum tempo do início da atuação da equipe ReHAgro, a proposta elaborada em conjunto com o produtor a partir da realidade diagnosticada foi mudar o sistema de produção. "Optamos então, por uma reestruturação da atividade, com planejamento em médio prazo" afirma o Sr. Pedro Nunes. A opção foi vender o rebanho holandês e implementar a exploração com vacas cruzadas a pasto.

A equipe ReHAgro gostaria de deixar claro que a decisão foi tomada a partir do diagnóstico feito na Fazenda Santa Maria. Não podemos generalizar essa decisão e até mesmo podemos dizer que em determinadas realidades ela pode ser o inverso. O importante é elaborar um sistema de produção adequado a cada realidade.

 
Características gerais do sistema e seus principais índices

A experiência da Faz. Santa Maria vem demonstrando que o sistema de produção a pasto exige investimento em tecnologia e mão-de-obra qualificada para alcançar altas produtividades por área.

O objetivo do projeto da Fazenda Santa Maria do Brejo Alegre, foi estabelecer um sistema de produção de menor risco, com baixo capital imobilizado, mas que ao mesmo tempo seja competitivo. A meta é alcançar uma produtividade média de 29.200 litros de leite/ha/ano, considerando a utilização da área total disponível da fazenda, somente para vacas (retirando a recria da fazenda).

A previsão para o sistema estabilizado é trabalhar com 400 vacas em lactação, com grau de sangue variando de 3/4 a 15/16 Holandês:Zebu (HZ), produzindo 6.000 litros de leite por dia. Estes animais serão manejados em pastejo rotacionado de tifton no verão e suplementados com cana-de-açúcar no inverno.

A estratégia de cruzamento para a manutenção do germoplasma Zebu no rebanho será a utilização de touro ½ HZ nos animais 15/16 HZ, para obtenção de um produto ¾ HZ por aproximação. Embora não haja resultados científicos deste tipo de cruzamento a expectativa é obter animais produtivos para o sistema, mesmo ponderando que neste tipo de cruzamento os riscos de descarte possam ser maiores. Nos animais ¾ e 7/8 HZ serão utilizados touros Holandeses provados para obter o 7/8 e 15/16 HZ.

A utilização de forrageiras de qualidade e de alta produção de matéria seca (MS) por ha proporciona altas taxas de lotação animal maximizando a utilização da terra. Utilizou-se tifton para pastejo no verão devido à sua alta capacidade produtiva, em torno de 20 ton/ha de MS, e à boa digestibilidade da sua fibra além da ausência de florescimento. A opção pela cana-de-açúcar no período de inverno se deve às suas características de alta produção de MS por área, em torno de 40 ton/ha, com alto valor energético por kg de MS, conseqüência do baixo teor de fibra e do alto teor de sacarose desta forrageira. Além disso, a cultura tem baixo risco em relação a pragas e apresenta um manejo operacional simples, com baixo investimento em máquinas e equipamentos.

A composição atual do rebanho em produção da fazenda Santa Maria é predominantemente de animais jovens, 89% dos animais são de primeira ou segunda lactação. As lactações encerradas no ano de 2004 produziram em média 4.641,0 kg de leite em 305 dias com uma média de 15,2 kg/dia e uma média de 21,6 kg no pico de produção.

Atualmente o plantel tem 194 vacas sendo 156 em lactação com 165,5 dias em lactação médio (DEL), produzindo 2.485 kg/dia o que representa uma média de 15,9 kg de leite/vaca/dia. As vacas secas representam em torno de 20% do rebanho, atualmente 38 animais. A produção no último verão superou as expectativas. Foram obtidas produções de 14,0 a 15,0 kg de leite de média por vaca por dia em relação à meta projetada de 12,0 a 13,0 kg/vaca dia (Tabela 1).

 
Tabela 1 - Produção de leite no período de novembro/04 a abril/2005.
 

Nov/04

Dez/04

Jan/05

Fev/05

Mar/05

Abr/05

Produção (litros/dia)

2.445

2.234

2.468

2.320

2.367

2.485

Média (kg/vaca/dia)

16,9

16,0

16,8

15,9

14,4

15,9

DEL médio (dias)

149

161

172

171

170

165

 
Manejo nutricional

O manejo nutricional do rebanho consiste na avaliação quinzenal da produção. Os animais são divididos em lotes de acordo com a produção de leite, condição corporal e reprodutiva. Para cada lote é feita uma formulação de dieta específica para o nível de produção do lote. As dietas são compostas de pasto e concentrado durante o verão e cana-de-açúcar e concentrado no inverno. Neste caso, os níveis nutricionais do concentrado variam de acordo com a forragem utilizada. O concentrado é proporcionalmente mais energético no verão quando a forragem é o pasto que apresenta baixo conteúdo energético e alto teor protéico. No inverno, o concentrado é proporcionalmente mais protéico devido à composição da cana-de-açúcar com baixo teor de proteína e elevado valor energético.

No verão, o concentrado é fornecido em pistas de alimentação após a ordenha, os lotes de maior produção recebem um complemento com cana-de-açúcar nesse período. Ao término do concentrado os animais seguem para os piquetes de tifton onde permanecem por um período de 1 dia. No inverno, todo o concentrado é fornecido junto com a cana-de-açúcar e os animais são mantidos em confinamento sem acesso ao pasto.

 
Tabela 2 - Dietas utilizadas no período de novembro/04 a abril/05.

Lotes Verão (2004/2005)

1

2

3

Produção (litros vaca/dia)

24,8

19,8

11,9

Alimento

Custo (R$/kg)

Qtd (kg)

Qtd (kg)

Qtd (kg)

Cana-de-açúcar

0,060

10,0

0,0

0,0

Pasto 1

       

Caroço de algodão

0,310

2,5

2,0

1,7

Polpa cítrica

0,210

5,0

4,5

2,0

F. de soja

0,665

2,5

1,0

0,5

Uréia

0,670

0,0

0,0

0,0

Mineral

1,480

0,1

0,05

0,05

Relação leite/concentrado

 

2,83

2,74

3,11

Custo concentrado (R$/kg)

 

0,360

0,310

0,320

Custo alimentar (R$/litro)

 

0,219

0,192

0,252

Lucro sobre custo alimentar

 

10,19

8,67

4,49

1 - Os valores de custo do quilo de pasto e consumo individual não são conhecidos.
2 - Inclui o custo do pasto como R$ 0,05 por litro de leite, resultado do custo total do pasto dividido proporcionalmente pela lotação e produção de leite.
 

O lote 1 recebe cana-de-açúcar no verão (Tabela 2) com o objetivo de aumentar o consumo de matéria seca pelos animais. A suplementação é feita no período entre as ordenhas, normalmente nos horários desfavoráveis ao pastejo. O custo da tonelada de cana neste período é maior (R$ 60,00/ton) em relação ao inverno R$ 25,00/ton (Tabela 3). O aumento do custo é devido ao aumento do custo fixo com corte e moagem. A quantidade de cana-de-açúcar cortada não dilui o custo fixo do maquinário e da mão-de-obra envolvidas nestas operações. Entretanto como a quantidade fornecida é pequena o impacto no custo total é pequeno, principalmente quando os ganhos produtivos e reprodutivos com a suplementação da cana-de-açúcar são considerados.

 
Tabela 3 - Dietas utilizadas no período de inverno no ano de 2004.

Lotes Inverno (2004)

1

2

3

Produção (litros vaca/dia)

24,0

17,7

10,0

Alimento

Custo (R$/kg)

Qtd (kg)

Qtd (kg)

Qtd (kg)

Cana-de-açúcar

0,025

33,0

35,0

35,0

Pasto

0,030

0,0

0,0

00

Caroço de algodão

0,310

3,0

2,5

1,5

Polpa cítrica

0,210

3,0

2,5

1,0

Farelo. de soja

0,665

3,0

2,0

1,3

Uréia

0,670

0,2

0,25

0,25

Mineral

1,480

0,1

0,05

0,05

Relação leite/concentrado

 

2,50

2,46

2,50

Custo concentrado (R$/kg)

 

0,410

0,400

0,430

Custo alimentar (R$/litro)

 

0,200

0,212

0,260

Lucro sobre custo alimentar (R$)

 

10,33

7,40

3,77

 
Manejo Reprodutivo

O objetivo do manejo reprodutivo é garantir uma alta proporção de animais em lactação e a manutenção de um DEL (dias em lactação) baixo. Este objetivo é alcançado quando o intervalo entre partos (IEP) é baixo. A meta da Santa Maria é manter um IEP em torno dos 13 meses e deste modo manter 77% de animais em lactação ao longo do ano, considerando que a duração média de uma lactação na fazenda é de 10 meses. Além de aumentar a produtividade, o baixo IEP aumenta o número de animais nascidos por ano. Como a reposição é feita pela própria fazenda quanto maior o número de animais nascidos durante o ano maior será o excedente de animais para venda.

O manejo reprodutivo inicia com liberação dos animais para inseminação a partir dos 35 dias pós-parto. Dos 35 até os 70 dias pós-parto, os animais são inseminados por observação de cio espontâneo. Após os 70 dias todos os animais vazios e não inseminados são submetidos a protocolo de sincronização e inseminação em tempo fixo (IATF). O protocolo utilizado é o "HeatSynch".

A cada 15 dias todos os animais vazios a partir de 30 dias pós-parto e todos os animais inseminados acima de 35 dias são submetidos a exame ginecológico por palpação retal. O objetivo deste exame é diagnosticar os animais vazios ou com problemas uterinos fazendo os tratamentos específicos para que retornem a ciclicidade e possam ser inseminados. Além disso, é importante fazer um diagnóstico da situação reprodutiva do rebanho, pois toda a estratégia reprodutiva deve ser direcionada de acordo com o diagnóstico do rebanho e não individual.

Apesar da meta principal ser reduzir o intervalo entre partos o monitoramento deste índice não é suficiente, pois está relacionado somente aos animais que já estão gestantes. Para exemplificar podemos ter um rebanho onde o IEP é de 13 meses e que somente 10% das vacas estão gestantes, ao mesmo tempo podemos encontrar um rebanho onde o IEP também seja de 13 meses, mas com 70% de animais gestantes. Apesar de ambos os rebanhos apresentarem o mesmo IEP a eficiência reprodutiva é muito diferente entre os dois. Neste caso, é importante monitorar os índices que determinam o IEP. Estes índices são a taxa de concepção, a taxa de inseminação e a taxa de prenhez:

  • Taxa de concepção - é o número de animais que ficaram gestantes divididos pelo número de animais que foram inseminados num determinado período. Este índice normalmente é característico para cada rebanho e com pouca flexibilidade para atuação. O valor médio para a taxa de concepção na Santa Maria é de 37,9% neste verão, no inverno este número varia em torno de 43%.

  • Taxa de inseminação - é o número de animais inseminados divididos pelo número de animais aptos para inseminação a cada período de 21 dias. Este índice é influenciado pela manifestação de cio pelos animais, pela observação do cio pelo funcionário e pela porcentagem de animais em anestro. Este é o índice onde temos maior possibilidade de atuação: Aumentando a observação de cio através do treinamento das pessoas envolvidas, diminuindo o número de vacas em anestro através da correção da dieta. Além disso, com os protocolos de inseminação em tempo fixo podemos obter 100% de taxa de inseminação eliminando a necessidade de observação de cio. No caso da Faz. Santa Maria, temos conseguido uma taxa de inseminação em torno de 66% considerando as inseminações feitas com protocolo. Esta taxa não é de 100% porque o protocolo é feito apenas em alguns animais. As inseminações com protocolo representam 13% das inseminações, ou seja, caso a fazenda não utilizasse protocolo a taxa de inseminação seria de 37%.

  • Taxa de prenhez - este índice está intimamente relacionado aos anteriores sendo calculado pela multiplicação da taxa de concepção pela taxa de inseminação. A taxa de prenhez mede a velocidade com a qual as vacas tornam-se gestantes a partir do momento em que são liberadas para a inseminação. Para a Santa Maria a taxa de prenhez é de 0,50 X 0,379 = 19%, ou seja, a cada 21 dias 19% das vacas aptas ficam gestantes. Com este valor de taxa de prenhez o intervalo entre partos projetado é de 13,0 meses.

Importante ressaltar que a utilização do protocolo de sincronização na fazenda representa uma redução de 1,1 meses no IEP.

 
Manejo vacas secas e maternidade

A secagem das vacas é feita aos 60 dias antes do parto previsto ou quando o animal apresenta baixa produção de leite. O período seco médio da fazenda é de 3 meses. No processo de secagem é feita uma aplicação de antibiótico intramamário específico para vaca seca como auxílio ao controle de mastite. Esta categoria não recebe suplementação concentrada sendo manejada no repasse dos pastos das vacas em lactação.

As vacas e novilhas nos últimos 30 dias de gestação são separadas em um lote maternidade com dieta e manejo específicos. Os animais da maternidade são observados diariamente quanto à possibilidade de parto. Uma vez por semana são conduzidos à sala de ordenha para avaliação visual do úbere e da condição geral de saúde. A qualquer sinal de mastite é realizado o teste da caneca de fundo escuro. Nos casos clínicos detectados o tratamento é instituído imediatamente. Na saída da sala de ordenha os animais passam no pedilúvio com formol a 5% para prevenção dos problemas de casco.

 
Manejo Recria

A bezerra é separada da mãe logo ao nascer. É feita a primeira cura do umbigo com iodo 10% no local do parto. Nas primeiras horas após o nascimento (em torno de 6 horas após), são fornecidos em mamadeira no mínimo 4 litros de colostro. Ressaltamos que é feita a avaliação da qualidade do colostro de cada vaca recém-parida através da utilização de colostrômetro, e caso o colostro seja de baixa qualidade, é utilizado colostro de boa qualidade que fica armazenado em um banco de colostro na própria fazenda.

Em seguida, a bezerra é conduzida ao bezerreiro onde novamente é realizada a cura do umbigo. Este procedimento é realizado diariamente até a queda completa do coto umbilical. Neste local, os animais são alojados em casinhas individuais, evitando contado direto entre os animais. A partir do 5° dia as bezerras têm ração inicial e água à vontade. Até o 30° dia de vida os animais recebem quatro litros de leite duas vezes ao dia, dois litros pela manhã e dois à tarde. A partir do 31° até o 75°dia, as bezerras recebem três litros de leite por dia, oferecidos somente pela manhã com o objetivo de aumentar o consumo de ração. A partir do 75° dia as bezerras são liberadas para piquetes, sempre em lotes homogêneos de idade e peso, e passam a receber três litros de leite pela manhã mais dieta completa de pós-casinha e ração inicial sobre a mistura. As bezerras permanecem em dieta de transição até aproximadamente os 80-85 dias quando então são desmamadas e passam a receber dieta completa de pós-casinha até o 120° dia.

Ao desmame as bezerras recebem as primeiras doses das seguintes vacinas: botulismo, carbúnculo, leptospirose e raiva. A segunda dose destas vacinas é aplicada após trinta dias da primeira aplicação juntamente com a vacina de brucelose, este manejo coincide com a saída das bezerras do pós-casinha.

Após o desmame, os animais são agrupados em lotes e as dietas são formuladas de acordo com a necessidade de ganho de peso. A fazenda Santa Maria tem uma recria com 142 animais, incluindo bezerras e novilhas. As novilhas são inseminadas ao alcançarem 350 Kg (em torno de 18 a 21 meses), com a meta de parirem com 450 Kg em torno de 27 a 30 meses de idade. Para alcançar esta meta de peso ao parto, é preciso 500g de ganho médio diário do nascimento ao parto. A estratégia da fazenda é maximizar o ganho de peso nos animais mais jovens até 1 ano. Estes animais recebem concentrado e são manejados a pasto no verão em piquetes específicos para a categoria, e são suplementados com cana-de-açúcar no inverno. Já os animais acima de 1 ano, são manejados a pasto, fazendo o repasse dos animais em lactação no período chuvoso, e também são suplementados com cana no período seco.

 
Manejo Agrícola

O manejo agrícola da fazenda é relativamente simples e concentrado no período do verão.

A área de pasto é dividida em módulos de pastejo separados com cerca elétrica. Para cada categoria foi delineado um módulo: maternidade, 4 lotes de produção e bezerras até 1 ano. As demais categorias são manejadas fazendo repasse. Os módulos de produção são divididos em 25 piquetes para pastejo de 1 dia cada. Após a saída dos animais, é necessário fazer o repasse para rebaixar o pasto e garantir uma boa rebrota. O número de animais no repasse dos piquetes é variável e depende da disponibilidade da sobra de pastos. Neste caso é importante fazer um acompanhamento diário do manejo das pastagens para definir o número de animais que podem participar do repasse.

Após a saída do repasse, o piquete é adubado de acordo com a demanda calculada para reposição dos nutrientes extraídos. As adubações são realizadas preferencialmente em dias de chuva ou com fórmulas com fontes alternativas de N. No verão 2004/2005 a média da taxa de lotação das áreas de tifton foi 11,1UA/ha, com picos de 17 vacas por ha.

A cana cortada durante o inverno recebe todos os tratos culturais necessários; adubação de acordo com a análise do solo e as capinas de acordo com a infestação de invasoras. O esterco produzido pelas vacas é todo utilizado nas áreas de cana. A produção média do canavial de primeiro ano foi de 120 toneladas/ha.

 
Gestão de pessoas na fazenda

A equipe da fazenda Santa Maria foi formada com a definição clara das funções de cada funcionário e treinamento contínuo dos mesmos através de cursos internos e no ReHAgro. Outro passo importante no trabalho de recursos humanos na propriedade foi à capacitação de um gerente para assumir o papel de liderança, e atuar na gestão dos índices do sistema. No ano passado, a equipe era composta por 8 funcionários fixos e o custo de produção médio do período com mão-de-obra, incluindo encargos, ficou em R$ 0,04/litro de leite. Atualmente, a equipe é composta por 11 funcionários, sendo que 3 deles foram contratados recentemente para trabalhar no corte da cana e participar da ampliação do projeto da fazenda.

 
Considerações finais

Como pode ser comprovado pelos dados apresentados acima a Faz. Santa Maria do Brejo Alegre é o projeto de pecuária leiteira assistido pelo ReHAgro que atualmente gera faturamento por ha 7 vezes maior que a exploração da soja. A comparação foi realizada utilizando-se os índices produtivos por área atuais da Faz. Santa Maria com um preço de leite de R$ 0,60 por litro, em relação a uma mesma área com alta produtividade de soja (60 sacas por ha) a um preço de R$ 35,00 a saca.

O trabalho do Sr. Pedro Nunes e equipe, em parceria com o ReHAgro, demonstra que a intensificação da Pecuária Leiteira pode aumentar significativamente o faturamento por área.

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Fotos